Comprar ou vender?

Grupo GPS (GGPS3): Nem Selic a 13,75% desliga máquina de aquisições; o que fazer com papel?

22 set 2026, 15:05 - atualizado em 22 set 2026, 15:06
Grupo GPS (GGPS3)
(Imagem: Divulgação/Grupo GPS)

As ações do Grupo GPS (GGPS3) caem mesmo após a empresas anunciar sua quarta aquisição em 2026. Por volta das 14h40, o papel tinha baixa de 2,57%, a R$ 12,91.

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Na última segunda-feira (21), a companhia informou aquisição de 80% da Qualidados Consultoria e Sistemas, reforçando a sua estratégia de expansão.

Apesar do valor não ter sido divulgado, a Qualidados teve receita bruta de aproximadamente R$ 272 milhões nos últimos 12 meses encerrados em agosto de 2026. O fechamento da operação ainda depende de condições usuais, incluindo aprovação do Cade.

Segundo a análise da Empiricus, a queda de hoje reflete mais um dia mais tensionado para o mercado, com o Ibovespa e o Índice Small também em baixa.

Ainda assim, a avaliação para GPS segue positiva, considerando que a adquirida aumenta a participação de serviços de maior valor agregado e mostra que mesmo em condições de mercado mais difíceis ela segue com seu plano de aquisições.

Compra afasta riscos

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Na avaliação do BTG Pactual, Bradesco BBI e XP Investimentos, o anúncio ajuda a dissipar parte das preocupações do mercado sobre uma possível desaceleração do ritmo de aquisições da companhia em um cenário de juros elevados e incertezas regulatórias relevantes, especialmente durante o período eleitoral.

Embora a Qualidados atue em um segmento no qual a GPS possui menor exposição histórica, os analistas veem poucos riscos relevantes de integração.

Isso porque os serviços prestados pela empresa têm forte relação com as operações de manutenção industrial já executadas pela GPS, abrindo espaço para ganhos comerciais e oportunidades de cross-selling.

Mais retorno para GPS

Outro ponto destacado pelas casas é o potencial de rentabilidade do ativo.

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Serviços de engenharia e gestão de projetos costumam apresentar margens superiores às atividades tradicionais de facilities e segurança, o que pode contribuir para elevar gradualmente a lucratividade da GPS após a integração da operação.

Para o Bradesco BBI, a compra não irá afetar alavancagem, ou seja, as dívidas da companhia.

Segundo as estimativas do banco, as quatro aquisições anunciadas pela companhia neste ano adicionariam apenas cerca de 0,1 vez à relação entre dívida líquida e Ebitda, atualmente em 1,3 vez.

Apesar da leitura positiva, o BTG Pactual ressalta que os mercados devem continuar monitorando fatores capazes de afetar as margens da companhia no curto prazo. Entre os pontos de preocupação, estão:

  • provisões trabalhistas mais elevadas,
  • ajustes contratuais na operação da GRSA, empresa do grupo que atua no segmento de alimentação,
  • possíveis impactos da reforma tributária.
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A Empiricus também ressalta que, a compra não muda muito as perspectivas já indicadas para a companhia, uma vez que a Qualidados representa apenas 1% do faturamento da própria GPS.

Ainda assim, o BTG, o BBI e a XP mantêm recomendação de compra para os papéis da GPS, apostando na capacidade da empresa de continuar consolidando o mercado brasileiro de terceirização.

O preço-alvo para o BTG é de R$ 21, um potencial de valorização de 58,5%. Já o BBI, definiu o preço-alvo da ação em R$ 20.

*Com supervisão de Renan Dantas

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.

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