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Grupo Petz-Cobasi (AUAU3) ambiciona posto de ‘melhor caso de fusão do varejo brasileiro’, segundo CEO

30 jan 2026, 14:54 - atualizado em 30 jan 2026, 14:54
petz cobasi
(Imagens: Reprodução Petz/Cobasi)

O Grupo Petz-Cobasi realizou nesta sexta-feira (30) sua primeira teleconferência com analistas após a combinação de negócios. Entre as principais mensagens, o CEO do Grupo (ex-CEO da Cobasi), Paulo Nassar, e o presidente do conselho de administração (ex-CEO da Petz), Sergio Zimerman, destacaram a ambição de se tornar o melhor caso de fusão no varejo brasileiro.

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Após um longo período de análise do Conselho de Administrativo de Defesa Econômica (Cade) — que culminou na aprovação do negócio, mas com remédios —, as gigantes Petz e Cobasi finalizaram a combinação de negócios, já operam na Bolsa sob o novo ticker AUAU3 e focam agora na captação de sinergias.

Os executivos da companhia reconhecem os desafios da combinação de negócios, e o próprio mercado testemunhou na história recente conflitos originados de processo de fusão, como na Azzas 2154 (Arezzo e Grupo Soma) e Grupo Toky (Tok&Stok e Mobly).

Neste cenário, Nassar e Zimerman reforçaram que a estrutura da companhia foi desenhada para equilibrar as experiências de ambas companhias. Inclusive, a diretoria do Grupo Petz-Cobasi é composta por executivos que vieram de ambas as empresas.

“Trabalharemos pra que este seja o melhor caso de fusão no varejo brasileiro. E de que forma faremos isso? Total equilíbrio e decisões acertadas, com bom senso, valorizando principalmente as pessoas, o time e valorizando o melhor das culturas de ambas as companhias”, disse Nassar.

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“Nós acreditamos que essas duas instituições se complementam. Não existe qualquer tipo de sobreposição entre elas. O mandato principal do conselho da companhia é governança, elaboração da estratégia e supervisão da execução. E isso nada se confunde com o mandato do Paulo [Nassar] que é ser o comandante único da execução da companhia”, afirmou Zimerman.

Grupo Petz-Cobasi: O que esperar?

A combinação da companhia, segundo Nassar, irá focar em um ecossistema a partir do portfólio da Petz e Cobasi, com a combinação de lojas física, plataformas digitais, hospitais, clínicas e consultórios, plano de saúde e marcas próprias.

De acordo com o CEO, as quatro principais alavancas de crescimento do Grupo são a omnicanalidade, expansão coordenada, serviços e marca própria.

Vale lembrar que o Acordo em Controle de Concentração (ACC) firmado com o Cade prevê a venda de 26 lojas no estado de São Paulo. De acordo com informações divulgadas pela Petz, essas lojas representaram 3,3% do faturamento da companhia combinada nos últimos 12 meses.

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Sobre o cenário, Nassar reconhece que o avanço marketplaces é uma verdade no Brasil e no mundo, mas ele vê no Grupo Ptz-Cobasi um ativo forte da capilaridade das mais de 500 lojas, que se traduz em agilidade e praticidade para os consumidores.

Ele destaca ainda que existe um aspecto subjetivo de experiência, afeição com a marca, com as marcas próprias e confiança dos nomes Petz e Cobasi.

“É absolutamente diferente de marketplace. Vamos nos manter absolutamente competitivos com esses nossos diferenciais de capilaridade e rapidez e entrega, que são únicos”, diz o CEO.

Números da companhia combinada

Na apresentação, os executivos apresentaram alguns números referentes à empresa combinada.

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No período de 12 meses até o terceiro trimestre de 2025, o Grupo aponta uma receita bruta de R$ 7,7 bilhões, sendo R$ 4,2 bilhões Petz e R$ 3,5 bilhões da Cobasi.

Já o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 587 milhões (margem de 9,1%), sendo R$ 307 milhões sobre Petz e R$ 280 milhões em Cobasi.

Em relação à presença física, o Grupo conta 521 lojas em 23 estados e no Distrito Federal, além de uma base de mais de 6,8 milhões de clientes únicos.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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