Grupo Toky (TOKY3) convoca assembleia para eleição do conselho de administração; veja
A administração do Grupo Toky (TOKY3), que enfrenta recuperação judicial, informou ao mercado a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para fixar o número de membros do conselho de administração da companhia e a eleições dos integrantes para o mandato que terá início em novembro deste ano.
A deliberação deve ocorrer em reunião virtual marcada para 6 de novembro, às 16 horas, mostra edital de convocação divulgado pela companhia na noite de sexta-feira (25).
Conforme a ordem do dia, a proposta é de que o conselho seja composto por seis membros. Caso não ocorra a aprovação, o edital sugere sete conselheiros.
Em outro comunicado, também divulgado na sexta, o Grupo Toky informou que a proposta de sete membros no conselho veio de um grupo que havia solicitado uma assembleia, mas não teve o pedido aceito por conta de “vícios formais e materiais”, ou seja, por não atenderem requisitos legais e regulatórios.
Grupo Toky sugere rejeição de segunda proposta
O Grupo Toky afirma que verificou que os vícios anteriormente apontados não foram resolvidos, com exceção dos relacionados à comprovação da legitimidade e dos poderes de representação de parte dos requerentes.
Como a solicitação envolve um assunto que a companhia já iria tratar em assembleia e por medida de economia, o Grupo Toky optou por incluir a proposta como uma alternativa à da administração.
Apesar disso, a administração recomenda aos acionistas a rejeição da segunda proposta, que prevê a fixação de sete conselheiros.
“A ampliação do conselho de administração para sete membros representaria a adoção da composição máxima admitida pelo Estatuto Social, sem que a administração identifique benefício adicional à governança que justifique, neste momento, os custos adicionais decorrentes dessa ampliação”, diz o documento de proposta.
Os indicados pela administração para mandato de dois anos, a partir de 9 de novembro de 2026, são:
- Marcelo Rodrigues Marques
- Victor Pereira Noda
- Fabio Ferrante
- Leonardo Pinheiro Gasparin (1)
- João Pedro Maya (1)
- André Ferreira Peixoto
(1) Candidato a membro independente.
Recuperação judicial
Em maio, a empresa entrou com o pedido de recuperação judicial citando dívida superior a R$ 1 bilhão. Segundo a companhia, o ambiente macroeconômico desafiador, especialmente para o segmento de móveis e decoração, teve impacto significativo nas vendas.
Taxas de juros elevadas, maior endividamento das famílias, condições de crédito mais restritas estão resultando em menor confiança do consumidor e postergação de decisões de compra, argumenta o Grupo Toky.
“Além das condições macroeconômicas, as restrições temporárias nos níveis de estoque vêm causando um impacto significativo na liquidez de curto prazo”, disse a empresa à época.
O Grupo Toky já esteve no radar do mercado devido a conflitos internos. Em março do ano passado, veio à tona a intenção da família Dubrule, fundadora da Tok&Stok, de realizar uma oferta pela Mobly, sendo desde o início classificada como “inviável” pela diretoria e conselho da companhia.
O movimento deu início a um embate com acusações entre os dois nomes do setor de móveis e decoração, menos de um ano após a união das companhias.
Receba gratuitamente as newsletters do Money Times