Grupo Toky (TOKY3): Justiça rejeita pedido de acionista para suspender assembleias e mudança no capital autorizado
O Grupo Toky (TOKY3), em recuperação judicial, informou nesta terça-feira (15) que a Justiça indeferiu integralmente um pedido de tutela cautelar pré-arbitral apresentado por um acionista pessoa física para suspender os efeitos de deliberações tomadas em assembleias da companhia.
Segundo o comunicado, a decisão judicial, disponibilizada em 11 de setembro de 2026, também rejeitou o pedido de suspensão dos efeitos da alteração do capital autorizado aprovada na Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada em 5 de agosto de 2026.
A companhia afirmou que a decisão não reconheceu qualquer irregularidade na contabilização dos votos do acionista na AGE de 17 de dezembro de 2025. De acordo com a Toky, a discussão sobre a validade desses votos e seus desdobramentos deverá ser levada ao tribunal arbitral.
O comunicado também diz que a Justiça reconheceu que o limite do capital autorizado aprovado em 17 de dezembro de 2025 nunca foi utilizado. Assim, eventual aprovação societária de emissão de ações dentro desse limite ocorrerá sob o novo capital autorizado aprovado em 5 de agosto de 2026.
Além disso, a decisão estabeleceu prazo de 30 dias para que o autor instaure o procedimento arbitral, sob pena de extinção da ação.
Recuperação judicial do Grupo Toky
Em maio, a empresa entrou com o pedido de recuperação judicial citando dívida superior a R$ 1 bilhão. Segundo a companhia, o ambiente macroeconômico desafiador, especialmente para o segmento de móveis e decoração, teve impacto significativo nas vendas.
Taxas de juros elevadas, maior endividamento das famílias, condições de crédito mais restritas estão resultando em menor confiança do consumidor e postergação de decisões de compra, argumenta o Grupo Toky.
“Além das condições macroeconômicas, as restrições temporárias nos níveis de estoque vêm causando um impacto significativo na liquidez de curto prazo”, disse a empresa à época.
O Grupo Toky já esteve no radar do mercado devido a conflitos internos. Em março do ano passado, veio à tona a intenção da família Dubrule, fundadora da Tok&Stok, de realizar uma oferta pela Mobly, sendo desde o início classificada como “inviável” pela diretoria e conselho da companhia.
O movimento deu início a um embate com acusações entre os dois nomes do setor de móveis e decoração, menos de um ano após a união das companhias.
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