AgroTimes

Há boas e más distribuidoras, assim como usinas: Brasilcom cobra combate às fraudes no etanol para ampliar consumo

28 set 2026, 16:39 - atualizado em 28 set 2026, 16:40
etanol gasolina petrobras novacana usinas distribuidoras
Abel Leitão, presidente da Brasilcom (Associação das Distribuidoras de Combustíveis) (Foto: Pasquale Augusto/Money Times)

O combate às fraudes no etanol precisa alcançar tanto distribuidoras quanto usinas e fazer parte do esforço para conquistar a confiança do consumidor, afirmou Abel Leitão, presidente da Brasilcom (Associação das Distribuidoras de Combustíveis), durante a 9ª Conferência Nova Cana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Como todas as boas famílias, nós temos bons e maus distribuidores, temos boas e más usinas que estão envolvidas nesse conluio”, disse, no painel “Regras do jogo: políticas públicas e estratégias para o próximo ciclo do setor”, que aconteceu nesta segunda-feira (28).

A declaração ocorreu durante uma discussão sobre os obstáculos à expansão do consumo de etanol, um dos principais temas abordados durante o bate-papo. Para Leitão, além de investir em comunicação, o setor precisa reconhecer que parte da resistência ao combustível está ligada a experiências negativas de abastecimento.

“Se o público reclama, não vamos culpar o mensageiro, é porque algo existe”, afirmou.

Segundo o dirigente, as fraudes se concentram no etanol hidratado e alimentam a desconfiança de quem abastece. Em sua avaliação, o mercado irregular prejudica a imagem do produto e pode afastar motoristas de novas compras. “A experiência negativa existe. A gente não pode negar, tem que entender”, disse.

Entidade defende antecipar mudança tributária

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Leitão apontou a antecipação da monofasia tributária — modelo que concentra o recolhimento do tributo em uma etapa da cadeia — como uma medida importante para combater o mercado irregular.

O presidente da Brasilcom defendeu acelerar essa mudança, sem aguardar todo o calendário da nova reforma tributária. Para ele, a dimensão das fraudes exige uma resposta mais rápida.

“Nós precisamos combater o mercado irregular”, afirmou.

Na avaliação do dirigente, enfrentar essas práticas também é necessário para melhorar a percepção do consumidor. Ele argumentou que as experiências ruins geram medo de voltar a abastecer com etanol, limitando o resultado dos esforços para promover o combustível.

Oferta precisa considerar diferentes motores

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Leitão também defendeu que a oferta de combustíveis considere as necessidades de diferentes veículos e equipamentos. Segundo ele, a discussão deve levar em conta a compatibilidade entre o combustível e o motor para o qual foi projetado.

O dirigente relatou dificuldade para encontrar gasolina premium durante uma viagem pela rodovia Presidente Dutra e defendeu a disponibilidade de uma alternativa com menor teor de etanol para determinados segmentos.

Em sua avaliação, reconhecer essas necessidades faz parte de uma estratégia de segmentação do mercado e ajuda a evitar experiências que prejudiquem a confiança do consumidor.

Leitão ponderou, porém, que essa defesa não significa oferecer um número ilimitado de misturas nos postos. Ao comentar a multiplicação das opções, classificou a possibilidade como um “pesadelo para a distribuição”, diante das dificuldades logísticas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
Linkedin
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
Linkedin

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar