Destaques da Bolsa

Hapvida (HAPV3) ganha fôlego e sobe mais de 3%

18 ago 2026, 14:30
hapvida
Imagem: Freepik/Divulgação - Montagem: Julia Shikota

As ações da Hapvida (HAPV3) têm a melhor performance do Ibovespa (IBOV) no pregão desta terça-feira (18), em dia de volatilidade no mercado doméstico.

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Por volta de 14h (horário de Brasília), HAPV3 operava com alta de 3,50%, a R$ 6,81. No mesmo horário, IBOV subia 0,09%, aos 166.927,80 pontos.

Na máxima intradia, os papéis da companhia chegaram a R$ 7,07.



Sem notícias relevantes sobre a companhia, os papéis reduzirem as perdas da semana passada, em um movimento técnico. “Como o papel caiu bastante nos últimos dias, temos um movimento de ajuste hoje”, afirma Marcos Bassani, sócio da Boa Brasil Capital.

“Os investidores acabam vendo a ação como uma oportunidade de repique e fazem um trade tático na tentativa de uma alta em um curto espaço de tempo”, acrescenta.

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HAPV3 se destaca entre ações mais shorteadas do Ibovespa, com 17,65% do free float alugado, o maior percentual entre os papéis do índice, segundo o Bradesco BBI. A ação também aparece entre as maiores taxas de aluguel, a 18,22%, sinalizando uma posição relevante de investidores apostando contra o papel.

Apesar da valorização no pregão de hoje, as ações da operadora de saúde acumulam queda de 40,25% em agosto. Em 12 meses, o saldo é negativo em 82,73%.

Somente no pregão da última quinta-feira (13), a empresa perdeu R$ 1,6 bilhão em valor de mercado em reação ao balanço do segundo trimestre (2T26).

Os números do 2T26

No 2T26, a companhia registrou lucro líquido ajustado de R$ 12,5 milhões, tombo de 95,8% ante o resultado registrado um ano antes.

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A empresa apurou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 504,4 milhões, queda de 44,3% na comparação com o segundo trimestre de 2025.

Já a taxa de sinistralidade ficou em 75,2%, alta de 1,3 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os analistas, em consenso, consideraram o balanço do 2T26 de Hapvida negativo, com números fracos.

Na visão do Safra, a companhia ofereceu “pouquíssimos” elementos para sustentar uma tese de recuperação no curto prazo e a deterioração foi generalizada.

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Já o Itaú BBA chamou a atenção para uma tendência de judicialização pior do que o esperado. Os analistas também destacaram negativamente o MLR – índice que mede a sinistralidade –, que avançou 3 pontos percentual na comparação com o trimestre imeadiatamente anterior.

Esse também foi o principal ponto destacado pelo BTG Pactual. “As provisões cíveis e os depósitos judiciais continuaram crescendo ao longo do trimestre, evidenciando a persistência dos desafios operacionais e financeiros enfrentados pela companhia”, afirmaram os analistas em relatório.

Para o Bradesco BBI, os resultados foram marcados por forte pressão nas margens e queima de caixa. “Embora a reestruturação da carteira deficitária seja um passo importante para a recuperação da rentabilidade futura, o momento operacional ainda inspira cautela”, diz o relatório.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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