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Helbor (HBOR3) recua na bolsa após queda de 63% no lucro do 4T25; analistas veem potencial de valorização

25 mar 2026, 11:46 - atualizado em 25 mar 2026, 11:58
Construção civil construtoras (Imagem: Drazen_/istockphoto)
Helbor (HBOR3): Lucro cai 63% no 4T25, e ações recuam na bolsa; o que dizem os analistas (Imagem: Drazen_/istockphoto)

As ações da incorporadora Helbor (HBOR3) operam em queda nesta quarta-feira (25), após a divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025 (4T25) na noite anterior (24).

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Por volta das 11h58 (horário de Brasília), os papéis da companhia recuavam 3,3% na bolsa de valores (B3), negociados a R$ 2,63. Acompanhe o tempo real.



O 4T25 da Helbor, segundo o BTG

Na avaliação dos analistas do BTG Pactual, o trimestre veio “sem grandes surpresas”, com o lucro por ação praticamente zerado, mas esperado, de R$ 0,01, abaixo dos R$ 0,24 registrados um ano antes.

Entre outubro e dezembro passados, a incorporadora reportou lucro líquido consolidado de R$ 23,1 milhões, queda de 63% na comparação anual.

No acumulado de 2025, o mesmo tipo de lucro somou R$ 92 milhões, recuo de aproximadamente 44% frente aos R$ 163 milhões de 2024.

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Já o lucro líquido somente da controladora — que exclui a participação de acionistas não controladores — foi de R$ 1,6 milhão no 4T25, tombo de 95%. Em 2025, totalizou R$ 11,3 milhões, baixa de 80,1%.

Segundo a Helbor, a piora no resultado reflete o avanço dos custos: os gastos operacionais cresceram 15,6% em base anual, para R$ 217,3 milhões no quarto trimestre.

Já as despesas gerais e administrativas, excluindo depreciação e amortização, totalizaram R$ 27,3 milhões, um aumento de 3,9%.

Além disso, no 4T25, houve um consumo de caixa de R$ 85,6 milhões na visão consolidada, explicada principalmente por despesas financeiras, gastos com terrenos e pagamentos de outorga.

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Ao fim de dezembro, a Helbor apresentava dívida líquida consolidada de R$ 1,61 bilhão, alta de 6,9% em relação ao ano anterior, com alavancagem elevada, de 58%.

“Apesar de um trimestre fraco, mantemos nossa recomendação de compra para a ação [HBOR3], dado seu valuation excessivamente descontado, de 0,4 vez o múltiplo P/VP, e o potencial de valorização significativo caso os resultados se normalizem”, afirmou o BTG, em relatório.

“Acreditamos que a incorporadora poderia desalavancar vendendo terrenos e estoques, conforme anunciado recentemente com a alienação de um espaço para a Cyrela”, explicou o banco.

O preço-alvo da casa para os papéis é de R$ 4,10, o que implica potencial valorização de aproximadamente 54% frente à cotação atual.

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O 4T25 da Helbor, na visão do BBI

O Bradesco BBI, por sua vez, classificou os resultados como “neutros”, destacando que o lucro líquido da controladora ficou próximo de R$ 2 milhões, acima dos R$ 0,5 milhão do 3T25, enquanto o ROE (retorno sobre o patrimônio) dos últimos 12 meses atingiu 6,4%.

Em relatório, a instituição também elogiou a venda recente do terreno para a Cyrela, em um projeto com valor geral de vendas (VGV) de R$ 1,5 bilhão.

Segundo o banco, a Helbor manteve participação de 30% no empreendimento, aumentando a exposição ao segmento de habitação popular e reduzindo o ciclo de conversão de caixa.

Apesar disso, o BBI mantém visão neutra para a companhia, citando a alavancagem ainda alta e o cenário incerto para o setor de média e alta renda, que é o foco da incorporadora, devido à taxa Selic restritiva.

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Por outro lado, ressalta que o valuation bastante descontado — de cerca de 0,2 vez o P/VP, pelas suas contas — pode abrir espaço para movimentos mais fortes das ações, especialmente em caso de novas vendas de terrenos, melhora na percepção de risco e queda do custo de capital com eventual recuo dos juros.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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