Destaques da Bolsa

Hypera (HYPE3) recua mais de 6% com aumento de capital; o que desagrada o mercado?

04 fev 2026, 12:43 - atualizado em 04 fev 2026, 12:57
Hypera
(Imagem: Divulgação)

As ações da Hypera (HYPE3) operam entre as maiores quedas do Ibovespa (IBOV) nesta quarta-feira (4) em reação ao aumento de capital da companhia.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por volta de 12h20 (horário de Brasília), HYPE3 registrava recuo de 5,31%, a R$ 24,27, figurando como a segunda maior queda do principal índice da bolsa brasileira. Na mínima intradia, os papéis chegaram a cair 6,67% (R$ 23,92). Acompanhe o Tempo Real.  



Ontem (3), o conselho de administração da farmacêutica aprovou um aumento de capital de até R$ 1,5 bilhão 

O aumento de capital se dará por meio da subscrição privada de até 70,6 milhões de ações ordinárias, a um preço de emissão de R$ 21,25, segundo a Hypera, em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).  

De acordo com a Hypera, o aumento de capital poderá ser homologado parcialmente caso sejam subscritas, no mínimo, ações no valor total de R$ 1,15 bilhão. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por que o aumento de capital desagradou?

Os analistas do Safra, Vitor Pini, Tales Granello e Renan Sartorio, veem a operação da Hypera como negativa, destacando a diluição do lucro por ação em 4,4% nas contas do banco.  

Além disso, a equipe afirma que gostaria de ver “sinais mais encorajadores em duas frentes para mudar nossa visão cautelosa sobre o papel: maior desalavancagem do balanço impulsionada pelo fluxo de caixa operacional, especialmente após o turnaround; e ganhos de participação de mercado, que ainda não se materializaram”.  

Para a Ágora Investimentos/Bradesco BBI, o aumento de capital da Hypera traz efeitos mistos: reduz a alavancagem da companhia, mas traz uma diluição de 10% no capital atual da companhia – e, assim como avalia o Safra, pressiona as estimativas do banco de lucro por ação.  

Nas contas do Bradesco BBI, a operação reduz a dívida líquida/Ebitda projetada para 2026 em cerca de 20%, ou 0,5 vezes – levando o nível de endividamento para 2,0 vezes a dívida líquida/Ebitda.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Ainda assim, avaliamos que a alavancagem  atual, estimada em 2,7x ao final de 2025, não representa um problema relevante, dado o forte potencial de geração de caixa”, escreveram os analistas Marcio Osako e Larissa Monte.  

A dupla espera que a Hypera gere um caixa de R$ 855 milhões em 2026 – ou 5,3% do valor de mercado da companhia –, e cerca de R$ 1,4 bilhão em 2027, o que representa 9% do valor de mercado da companhia, impulsionado por menores investimentos e queda dos juros. 

Por outro lado, a diluição de capital representa uma queda de 6% na estimativa de lucro por ação, para R$ 2,60, segundo o banco. 

A equipe do Itaú BBA liderada pelo analista Vinicius Figueiredo destaca que, apesar da expectativa de que o mercado veria a operação com “bons olhos” para uma maior desalavancagem da companhia — abrindo espaço para a otimização da estrutura de capital e o refinanciamento de dívidas mais caras —, muitos analistas do buy side interpretaram a movimentação de “forma diferente”.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Na visão deles, o anúncio está alinhado às discussões em curso no mercado sobre a Hypera como potencial compradora na aquisição de uma grande empresa do segmento de genéricos”, afirmou a equipe, em relatório.  

“Continuaremos a monitorar quaisquer desdobramentos nesse sentido.” 

Espaço para M&A? 

Os analistas também consideraram que o aumento de capital pode ser usado para uma operação de fusão e/ou aquisição (M&A) da Hypera no curto prazo – como a Medley. 

“Embora não vejamos a aquisição da Medley como a alternativa mais provável, a operação pode abrir espaço para outras oportunidades de M&A ou para redução do custo da dívida. Mantemos a nossa visão construtiva no médio prazo”, destacaram os analistas Marcio Osako e Larissa Monte, do BBI. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O BTG Pactual, por sua vez, afirma que o valor é insuficiente para aquisições relevantes como a unidade Medley.  

O que fazer com HYPE3 agora?  

Os analistas não alteraram as recomendações para as ações HYPE3.

Banco/Corretora Recomendação Preço-alvo Potencial de valorização
Ágora Investimentos/Bradesco BBI Compra R$ 28,00 9,25%
BTG Pactual Neutra R$ 28,00 9,25%
Itaú BBA Compra R$ 33,00 28,76%
Safra Neutra R$ 28,00 9,25%

*potencial de valorização sobre o preço de fechamento da véspera. Em 3 de fevereiro, as ações HYPE encerraram cotada a R$ R$ 25,63.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar