Mercados

Ibovespa perde os 167 mil pontos e fecha em queda com riscos fiscais e cautela de Wall Street

05 nov 2026, 18:38
bolsa-brasileira-verde-asset-management-trade- day trade
(Imagem: iStock/peshkov)

O Ibovespa (IBOV) acompanhou a piora de apetite a risco em Wall Street e fechou o pregão desta quinta-feira (5) em queda de 0,82%, a 166.191,45 pontos. Já o dólar à vista encerrou o dia a R$ 5,4518, com queda de 0,65%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além do cenário externo, o principal índice da B3 foi pressionado pelas preocupações com o cenário fiscal doméstico diante das discussões do governo Lula sobre os rumos da política econômica. A notícia de um pronunciamento do presidente neste domingo (8), com sinalizações de que o petista anunciará um ajuste fiscal, segue no radar.

Os investidores também reagiram à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que optou por manter a taxa básica de juros estável, a 13,75% ao ano. “Apesar de ser algo já esperado, o mercado digere o comunicado, que confirmou as incertezas que vem pela frente, como o risco inflacionário”, afirmou Lucas Xavier, head de renda variável e sócio da AW Capital.

Altas e quedas do Ibovespa

As blue chips, por sua vez, tiveram uma sessão mista.

A Vale (VALE3), que detém 8% de participação no índice, teve leve alta de 0,51% (R$ 62,67), após passar boa parte do pregão em volatilidade. As ações da mineradora voltaram a ganhar tração na última hora, em linha com a recuperação do minério de ferro na China. O contrato mais líquido da commodity, para janeiro, subiu alta de 1,77%, a US$ 103,51 por tonelada na Bolsa de Dalian.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já as ações da Petrobras (PETR4;PETR3), que juntas representam cerca de 13,5% do índice, terminaram o dia no vermelho, na contramão da alta dos preços do petróleo. PETR3 teve perda de 2,62% (R$ 52,00) e PETR4 recuou 2,06% (R$ 46,15).

Ainda entre os ‘pesos-pesados’, os bancos fecharam majoritariamente em alta, diante da decisão do Copom de pausar o ciclo de cortes da taxa Selic. Apesar disso, o Índice Financeiro (IFNC), que reúne as ações do setor bancário, teve leve queda de 0,14%, puxado pelo desempenho negativo do BTG Pactual (BPAC11).

Já a ponta negativa do Ibovespa foi liderada por Tenda (TEND3), que fechou o dia em queda de 17,72%, a R$ 16,25, depois de divulgar os resultados.

“Com uma queda tão drástica, é desnecessário dizer que as expectativas do mercado não foram atingidas. Em todas as linhas o resultado veio negativo. Diante de tamanha exigência atual pelos níveis dos juros, é inevitável vermos uma saída de fluxo das ações da empresa”, comentou Lucas Xavier, head de renda variável e sócio da AW Capital.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Enquanto isso, a ponta positiva do principal índice da B3 foi encabeçada pela C&A (CEAB3), que encerrou a sessão com alta de 9,25%, a R$ 7,44. Segundo Xavier, a companhia mostrou um balanço que agradou o mercado, “especialmente pelos baixos múltiplos que vemos hoje no varejo”.

“A margem e o baixo endividamento demonstram que a empresa tem saúde o suficiente para navegar mares agitados, por isso a alta superior a 8%”, completou o executivo.

Exterior

Os índices de Wall Street registraram um dia de fortes perdas, interrompendo a ‘festa’ das bolsas norte-americanas após a ampla vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato.

O movimento de perdas deu-se pela fuga dos investidores de ações ligadas à tecnologia, principalmente de inteligência artificial (IA), para setores considerados defensivos, uma vez que as vitórias dos democratas nas duas Casas do Congresso e em governos de Estados-chave para o setor levantaram a possibilidade de uma desaceleração forçada na construção de data centers.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -3,44%, aos 51.523,06 pontos;
  • S&P 500: -4,36%, aos 7.353,73 pontos;
  • Nasdaq: -5,52%, aos 24.314,997 pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter do Seu Dinheiro e jornalista formada pela Universidade de São Paulo (ECA-USP) com certificação em curso de Mercado Financeiro pela Ibmec. Possui experiência na cobertura de economia, política e internacional. Atualmente, cobre o mercado imobiliário e de FIIs.
Repórter do Seu Dinheiro e jornalista formada pela Universidade de São Paulo (ECA-USP) com certificação em curso de Mercado Financeiro pela Ibmec. Possui experiência na cobertura de economia, política e internacional. Atualmente, cobre o mercado imobiliário e de FIIs.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar