Ibovespa supera os 197 mil pontos e renova recorde histórico pela 3ª vez consecutiva; dólar cai a R$ 5,01
O Ibovespa (IBOV) encerrou a semana completando a sequência de três dias consecutivos de recordes nominais históricos.
Nesta sexta-feira (10), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 1,12%, aos 197.323,87 pontos.
Durante o pregão, o Ibovespa também renovou a máxima intradia histórica aos 197.553,64 pontos (+1,24%).
Na semana, o índice acumulou valorização de 4,95%.
Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,0115, com queda de 1,03%. Na semana, a divisa recuou 2,88% ante o real.
Por aqui, os investidores reagiram a novos dados de inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a acelerar. A inflação oficial do Brasil subiu 0,88% em março, acima do esperado pelo mercado.
No acumulado dos 12 meses, a inflação subiu 4,14% — permanecendo dentro do intervalo perseguido pelo Banco Central (BC), de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Na leitura dos especialistas, três vetores principais explicam a surpresa altista: combustíveis, alimentos e serviços.
Com o IPCA mais forte, a curva de juros zerou a probabilidade de corte de 0,50 ponto percentual na Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) no final de abril.
O mercado, por outro lado, ampliou as apostas de corte de 0,25 ponto percentual para 90%, de 75% ontem. A Selic está em 14,75% ao ano.
Altas e quedas do Ibovespa
Em dia de máximas históricas, as ações da Hapvida (HAPV3) engataram o terceiro dia de fortes ganhos e lideraram os ganhos do Ibovespa com anúncio de novas mudanças no alto escalão.
HAPV3 encerrou a sessão com alta de 13,05%, a R$ 13,25. Com o avanço, a ação da operadora de saúde acumulou valorização de 24,8% na semana, sendo o papel com melhor desempenho no Ibovespa no período.
Entre os pesos-pesados, Petrobras (PETR4) também apoiou a forte valorização do principal índice da bolsa brasileira com a entrada de fluxo estrangeiro.
PETR4 subiu 2,36%, a R$ 49,03, figurando a ação mais negociada da B3 com 78,2 mil negócios e giro financeiro de R$ 1,84 bilhão. PETR3, papel ordinário da estatal, teve ganho de 2,49%, a R$ 54,00.
Já a ponta negativa foi liderada por Azzas 2154 (AZZA3), com queda de 10,88%, a R$ 20,80, após o anúncio da saída de Ruy Kameyama, presidente da unidade de “Fashion & Lifestyle” da companhia.
Em fato relevante divulgada próximo ao término do pregão, a varejista disse que o executivo renunciou ao cargo para “se dedicar a novos projetos pessoais e profissionais”. Não houve a indicação de um substituto para o cargo.
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Exterior
Os índices de Wall Street encerraram sem direção na expectativa de negociações entre EUA e Irã no fim de semana. No final da tarde, o Irã afirmou que as negociações começarão se “as pré-condições forem aceitas”.
Os representantes dos EUA e do Irã devem se encontrar amanhã (11) em Islamabad, capital do Paquistão. Já as conversas entre Israel e o Líbano devem ter início na próxima semana, nos EUA.
Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: -0,56%, aos 47.916,33 pontos;
- S&P 500: -0,12%, aos 6.816,79 pontos;
- Nasdaq: +0,35%, aos 22.902,89 pontos.
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Na Europa, os principais índices também encerraram sem direção única na expectativa das tratativas de cessar-fogo. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com ganho de 0,37%, aos 614,84 pontos.
Na Ásia, os índices fecharam com fortes ganhos. O índice Nikkei, do Japão, teve alta de 1,84%, aos 56.924,11 pontos e o índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,55%, aos 25.893,54 pontos.