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Ibovespa pega onda de otimismo por acordo entre EUA e Irã e sobe quase 2%, aos 171 mil pontos; dólar cai a R$ 5,10

11 jun 2026, 17:20 - atualizado em 11 jun 2026, 17:42
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(Imagem: iStock/hernan4429)

O Ibovespa (IBOV) recuperou o fôlego na segunda parte do pregão após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelar ataques planejados contra o Irã nesta noite e informar que “as discussões e os pontos finais” de um eventual acordo foram aprovados por vários países.

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Nesta quinta-feira (11), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 1,71%, aos 171.497,24 pontos.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1016, com queda de 1,37%.

Por aqui, os investidores operaram à espera de novos dados de inflação. De acordo com Projeções Broadcast, o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) deve subir 0,55% em maio, uma desaceleração frente a alta de 0,67% em abril.

No acumulado em 12 meses, porém, a mediana das estimativas indica avanço do IPCA a 4,68%, acelerando em relação aos 4,39% de abril.

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O IPCA será divulgado amanhã (12) às 9h (horário de Brasília) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Altas e quedas do Ibovespa

A ‘onda’ de apetite a risco no exterior deu alívio à curva de juros futuros e também impulsionou as ‘blue chips’, dando tração ao Ibovespa. Vamos (VAMO3) liderou a ponta positiva com alta de 6,52% (R$ 2,94).

Entre os ‘pesos-pesados’, o setor de bancos se destacou com forte alta: Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com avanço de 2,46%. Itaú (ITUB4), que detém cerca de 8% da participação na carteira do IBOV, teve alta de 2,90% (R$ 40,50), figurando como a ação mais negociada da B3 com giro de R$ 2,1 bilhões em quase 70 mil negócios.

A Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, avançou com fluxo e destoou do desempenho do minério de ferro – o contrato mais líquido da commodity, negociado para setembro, encerrou as operações em Dalian, na China, com baixa de 0,46%, a 764 yuans (US$ 111,75) a tonelada. VALE3 subiu 1,42% (R$ 78,80).

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Petrobras (PETR4;PETR3), que detém cerca de 12% de participação da carteira do índice, por sua vez, acompanhou a queda nos preços do petróleo, com o barril do Brent no nível de US$ 90. PETR3 terminou o dia comleve baixa de 0,02% (R$ 46,80) e PETR4 registrou ganho de 0,26% (R$ 41,76).

A ponta negativa, por sua vez, foi liderada por Natura (NATU3), que caiu 1,96% (R$ 8,51) e estendeu as perdas pelo sétimo pregão consecutivo.

Em linha com a melhora do apetite a risco e avanço do setor de commodities, o CMDB11, ETF do BTG Pactual que segue uma cesta de ações de empresas do setor, subiu 1,20%.

Exterior

Os índices de Wall Street encerraram o pregão desta quinta-feira (11) em forte alta com alívio nas tensões após novas declarações de Trump.

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Apesar das falas de um eventual acordo, Israel e Irã negaram a existência de qualquer memorando de entendimento para pôr fim à guerra no Oriente Médio. Dados de inflação ao produtor, acima do esperado, ficaram em segundo plano.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +1,87%, aos 50.848,75 pontos;
  • S&P 500: +1,75%, aos 7.394,30 pontos;
  • Nasdaq: +2,54%, aos 28.809,66 pontos.

Na Europa, os índices fecharam em alta, mesmo após o Banco Central Europeu (BCE) elevar os juros, conforme esperado pelo mercado, e com a guerra no Oriente Médio no radar.

O BCE elevou a taxa de depósito de referência de 2,0% para 2,25% ao ano, como o esperado pelo mercado, e o primeiro ajuste desde setembro de 2023.

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Hoje, o índice pan-europeu Stoxx 600 teve alta de 0,54%, aos 621,53 pontos.

Na Ásia, os índices terminaram a sessão sem direção única. O índice Nikkei, do Japão, subiu 0,06% os 64.217,27 pontos, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve baixa de 0,65%, aos 24.249,29pontos.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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