Mercados

Ibovespa fecha em queda com aversão ao risco em Wall Street; dólar sobe a R$ 5,20

12 fev 2026, 18:45 - atualizado em 12 fev 2026, 18:45
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(Foto: iStock.com/primeimages)

O Ibovespa (IBOV) encerrou a sessão em queda, em linha com o tom negativo de Wall Street e devolvendo parte dos ganhos da véspera, quando superou os 190 mil pontos.

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Nesta quinta-feira (12), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 1,02%, aos 187.766,42 pontos. 

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,2004, com alta de 0,25%

No cenário doméstico, os investidores acompanharam o resultado do volume de serviços prestados, que caiu 0,4% em dezembro, na margem, queda mais intensa do que o previsto pela pesquisa Projeções Broadcast, de queda de 0,1%.

Na comparação com dezembro de 2024, houve avanço de 3,4% em dezembro. Neste caso, o resultado foi quase em linha com a mediana, que indicava alta de 3,5%. No acumulado de 2025, houve alta de 2,8% no setor de serviços.

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Os dados reforçam o enfraquecimento da economia brasileira e a proximidade de um início de ciclo de corte no juros pelo Banco Central.

Altas e quedas do Ibovespa

O Ibovespa (IBOV) perdeu força com a aversão ao risco de investidores estrangeiros. Em destaque, os bancos caíram em bloco – exceto por Banco do Brasil (BBAS3), que operou em alta após o balanço do quarto trimestre de 2025 (4,13%).

Entre os pesos-pesados, as ações da Petrobras (PETR4) fecharam em baixa de 2,55%, a R$ 37,11, em linha com o petróleo. O contrato futuro do Brent, para abril, encerrou com queda de 2,71%, a US$ 67,52 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Vale (VALE3) terminou o dia com perda de 0,95%, a R$ 89,23, apesar do desempenho do minério de ferro. O contrato mais líquido da commodity, negociado em Dalian, fechou em queda de 0,07%, a 745 yuans (US$ 107,75) a tonelada.

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Juntos, bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa. 

A ponta positiva do Ibovespa foi encabeçada pela Ambev (ABEV3), que avançou 5,64%, a R$ 16,66, depois de empresa reportar lucro líquido de R$ 4,53 bilhões no quarto trimestre, um recuo de 9,9% sobre o desempenho de um ano antes.

Citi destacou em relatório que o resultado veio dentro do esperado, com uma execução sólida, mas volumes de Cerveja Brasil em queda de 2,6% na comparação anual, o que é consistente com um cenário de consumo fraco.

Pelo guidance para 2026, o viés de risco é favorável para custos, na avaliação do banco, embora o escalonamento dos hedges implique que o benefício seja percebido gradualmente.

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A ponta negativa foi liderada pela Raízen (RAIZ4), com baixa de 11,69%, a R$ 0,68, após a notícia de uma operação recente de recompra de títulos no exterior da companhia feita pela Cosan (CSAN3), holding dona da empresa.

Além disso, a contratação de assessores legais pela companhia de energia do grupo deixaram credores na expectativa de uma reestruturação do passivo de mais de R$ 60 bilhões via recuperação judicial.

A agência classificadora de riscos S&P Global Ratings revisou a perspectiva para a Cosan de estável para negativa diante de efeitos adversos da potencial reestruturação da dívida da Raízen.

Nesta semana, a Moody’s Local Brasil também rebaixou a classificação da companhia de ‘AAA.Br’ para ‘CCC+.Br’, e com perspectiva alterada de ‘negativa’ para ‘em revisão para rebaixamento’.

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Exterior 

Os índices de Wall Street fecharam em queda, como reflexo dos derretimentos dos setores de tecnologia e softwares, além dos receios com os dados de inflação a serem divulgados nesta sexta-feira (13).

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -1,34%, aos 49.451,98 pontos;
  • S&P 500: -1,57%, aos 6.832,76 pontos; 
  • Nasdaq: -2,04%, aos 22.597,14 pontos.

Na Europa, os principais índices encerraram predominantemente em queda. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,49%, aos 618,52 pontos. 

Já os índices da Ásia fecharam majoritariamente. O índice Nikkei, do Japão, recuou 0,02%, aos 57.639,84 pontos; enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,86%, aos 27.032,54 pontos. 

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*Com informações de Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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