Ibovespa acompanha Wall Street e fecha em queda, à espera de Copom; dólar sobe a R$ 5,24
O Ibovespa (IBOV) acompanhou a piora do humor dos investidores no exterior após a decisão do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos).
Nesta quarta-feira (18), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,43%, aos 179.639,91 pontos.
Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,2468, com alta de 0,90%.
Por aqui, o mercado ficou na expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Tanto as Opções do Copom na B3 quanto a curva a termo precificam, majoritariamente, um corte de 0,25 ponto percentual na Selic pelo Copom, de 15% para 14,75% ao ano.
A possível greve dos caminhoneiros continuou no radar. O governo endureceu a fiscalização do cumprimento do frete mínimo, além de uma investida junto a Estados na tentativa de reduzir o ICMS sobre combustíveis.
O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que empresas que descumprem o frete mínimo reiteradamente serão impedidas de contratar frete, e expôs publicamente os nomes de gigantes da economia brasileira que, segundo ele, foram as principais descumpridoras das regras nos últimos quatro meses.
Entre as empresas citadas pelo ministro, estão pesos-pesados como MBRF, Raízen, Cargill, Vibra, Ambev e Unilever. Renan Filho prometeu que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) fiscalizará todos os fretes realizados no país via eletrônica e disse que a reincidência pode levar à suspensão da possibilidade de contratar frete.
Altas e quedas do Ibovespa
Em dia de forte aversão a risco, as ações cíclicas encabeçaram a ponta negativa do Ibovespa, com a abertura da curva de juros e novas intervenções do Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos.
As ações da Hapvida (HAPV3), por sua vez, figuraram como a maior queda do índice, com recuo de cerca de 4,76%, a R$ 8,21, na expectativa pelo balanço da companhia referente ao quarto trimestre (4T25).
Ontem (17), a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou os dados financeiros do 4T25 das operadoras de saúde do Brasil e, segundo os analistas, os números reforçaram as perspectivas “mais fracas” para a Hapvida.
A operadora de saúde deve divulgar os números do 4T25 ainda hoje.
Já a ponta positiva foi liderada por Eneva (ENEV3), que encerrou o pregão com alta de 15,08%, a R$ 24,35. A ação foi impulsionada pelo leilão de reserva de capacidade (LRCap), evento aguardado há anos pelo setor de energia. ENEV3 também foi o papel mais negociado da B3 nesta quarta-feira, com 83,6 mil negócios e giro financeiro de R$ 1,412 bilhão.
Em destaque, as ações da Petrobras (PETR4), um dos pesos-pesados do Ibovespa, também encerraram em tom positivo, acompanhando a valorização do petróleo. O contrato futuro do Brent para maio fechou com alta de 3,83%, a R$ 107,38 o barril. PETR3 encerrou o dia com alta de 1,77%, a R$ 51,63; PETR4 subiu 1,34%, a R$ 47.
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Exterior
Os índices de Wall Street encerraram a sessão desta quarta-feira (18) em forte queda após o Federal Reserve (Fed) manter os juros inalterados pela 2ª vez consecutiva e reforçar as incertezas quanto aos reflexos do conflito no Irã.
O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano como amplamente esperado pelo mercado.
A decisão não foi unânime: Stephen Miran votou em um corte de 0,25 ponto percentual.
O Fomc também manteve a previsão de apenas um corte nos juros em 2026. O sumário de projeção econômica (SEP) e o gráfico de pontos – conhecido como ‘dot plot‘ –, mostraram que a mediana para o Fed Funds segue em 3,4% neste ano, o que sugere a taxa de juros no intervalo de 3,25% a 3,50% em dezembro.
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Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: -1,63%, aos 46.225,15 pontos – no menor nível do ano;
- S&P 500: -1,36%, aos 6.624,70 pontos;
- Nasdaq: -1,46%, aos 22.152,42 pontos.
Na Europa, os principais índices também encerraram em tom negativo, ainda pressionados pelas incertezas geopolíticas. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com queda de 0,75%, aos 597,93 pontos.
Na Ásia, os índices tiveram um pregão positivo, em recuperação das perdas recentes. O índice Nikkei, do Japão, subiu 2,87%, aos 55.239,40 pontos; enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,61%, aos 26.024,42 pontos.