Ibovespa recua com tombo de Petrobras (PETR4) e disputa eleitoral acirrada no radar; dólar cai
O Ibovespa (IBOV) fechou o primeiro pregão da semana em baixa, com o tombo de mais de 2% da Petrobras (PETR4), uma das companhias “peso-pesado” do índice, puxando o desempenho do IBOV para baixo.
Também segue no radar o rescaldo do debate entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para o segundo turno da disputa presidencial.
Durante o dia, saíram quatro novos levantamentos de intenção de voto para o pleito, marcado para o próximo domingo (25).
Nesta segunda-feira (19), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 0,17%, aos 205.079,25 pontos.
Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,0481, em queda de 0,50%.
Por aqui, o mercado monitorou quatro pesquisas eleitorais para o segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quase todas mostrando um estreitamento na vantagem do senador ante o incumbente.
Ainda assim, a leitura do mercado é de que Flávio segue como amplo favorito na reta final da disputa,
Na pesquisa Atlas/Bloomberg, o senador tem 49,8% das intenções de voto totais para o segundo turno da eleição presidencial, contra 47,6% do atual presidente.
No levantamento divulgado no dia 8, Lula aparecia com 45,7% dos votos totais e Flávio com 51,1%. Flávio caiu 1,3 ponto porcentual e Lula subiu 1,9.
Já no levantamento BTG Pactual/Nexus, Flávio tem 46,5% das intenções de voto no segundo turno da eleição presidencial, enquanto o presidente da República registra 45,9%.
Por outro lado, na pesquisa PoderData/Aya, o senador retomou a dianteira, com 52% das intenções de voto, ante 48% de Lula. Ambos estavam empatados numericamente na semana anterior.
No último levantamento do dia, da Futura Inteligência, Flávio aparece com 48,3% e o presidente da República e candidato à reeleição apresenta 47,5%.
Para João Vitor Saccardo, head de renda variável da Convexa Investimentos, a redução da vantagem de Flávio sobre Lula acabou pesando quanto às expectativas de um ajuste fiscal crível. Além disso, a falta de propostas econômicas claras trouxe incertezas para o pregão de hoje.
Já do lado de commodities, Saccardo destaca a baixa de Petrobras, em linha com o recuo do petróleo Brent (-0,28%).
Em contrapartida, as ações de varejo tiveram dia forte, com alguns subindo mais de 7%. “Pode estar ocorrendo uma rotação setorial no Ibovespa, com maior fluxo para ativos mais ligados ao ciclo domésrico, que podem ter boa performance com a queda de juros”, observa.
Altas e quedas do Ibovespa
As ações da Petrobras (PETR4;PETR3), que representam cerca de 13,5% do índice, pressionaram o desempenho do Ibovespa.
PETR3 caiu 2,93% (R$ 64,54) e PETR4 recuou 2,82% (R$ 58,00), com a queda dos preços do barril do Brent, ainda de olho no alívio das sanções à Rússia pelos Estados Unidos.
As demais blue chips, porém, tiveram um dia ligeiramente positivo. O Índice Financeiro (IFNC) fechou com avanço de 0,29% e Vale (VALE3), que detém 8% de participação no índice, subiu 0,23% (R$ 66,36), em linha com o minério de ferro.
A ponta negativa, porém, foi liderada por MBRF (MBRF3), com baixa de 4,11% (R$ 18,20), de olho nos possíveis impactos da escala 6×1. Já a ponta positiva do Ibovespa foi encabeçada por Azzas 2154 (AZZA3) com alta de 13,25% (R$ 26,50), com elevação da recomendação pelo Citi.
Exterior
Os índices de Wall Street encerraram a sessão desta segunda-feira (19) sem direção única, com os investidores dividindo as atenções com o cenário geopolítico, recuperação das ações ligadas a inteligência artificial (IA) e à espera de balanços do big techs ao longo da semana.
- Dow Jones: -0,07%, aos 51.966,03 pontos;
- S&P 500: +0,41%, aos 7.690,73 pontos;
- Nasdaq: +1,11%, aos 26.430,886 pontos.