Mercados

Ibovespa recua pressionado por Petrobras (PETR4); dólar avança a R$ 5,20

24 jun 2026, 17:31 - atualizado em 24 jun 2026, 17:39
mercado morning ibovespa wall street
(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) recuou com a baixa do petróleo pressionando empresas de peso no índice, como a Petrobras (PETR3;PETR4).

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Nesta quarta-feira (24), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com baixa de 0,44%, aos 170.506,66 pontos.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,2020, com alta de 0,28%.

No cenário doméstico, o mercado espera maior detalhamento da perspectiva para a inflação do Banco Central (BC) no Relatório de Política Monetária (RPM), que será divulgado na quinta-feira (25), às 8h (horário de Brasília).

Além disso, a prévia da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), de junho também sairá amanhã, com expectativa de números ainda pressionados.

Altas e quedas do Ibovespa

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Em dia negativo no Ibovespa, entre os pesos-pesados, Petrobras (PETR4;PETR3), que detém cerca de 12% de participação da carteira do índice, encerrou o pregão em baixa, em linha com o desempenho do petróleo. O Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em baixa de 3,81%, a US$ 73,87 o barril.

PETR3 terminou o dia com queda de 2,68% (R$ 42,80) e PETR4 registrou perdas de 2,64% (R$ 38,29).

A Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, destoou do desempenho do minério de ferro – o contrato mais líquido da commodity, negociado para setembro, encerrou as operações em Dalian, na China, com alta de 0,74%, cotado a 744 yuans (US$ 109,56) a tonelada. VALE3 recuou 2,08% (R$ 77,73).

O setor de bancos, no entanto, registrou leve alta: Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com avanço de 0,21%. O Itaú (ITUB4), que detém cerca de 8% da participação na carteira do IBOV, porém, recuou 0,19% (R$ 40,97).

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Bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.

A ponta negativa foi liderada por CSN (CSNA3), que fechou a sessão com baixa de 3,98% (R$ 5,06).

positiva do Ibovespa foi encabeçada pela C&A (CEAB3), com alta de 8,87%, a R$ 10,68. O avanço refletiu o relatório do Itaú BBA que considerou a ação como "irracionalmente barata" e com potencial de alta de 103%.

Exterior

Os índices de Wall Street fecharam sem direção única com as novas perdas do setor de tecnologia, diante dos temores de gastos elevados pelo setor e expectativa de juros mais elevados pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

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Apesar das divergências quanto à visita de inspetores da Agência Internacional de Energia Nuclear (AIEA) ao Irã, os mercados avaliam que o conflito no Oriente Médio caminha para o fim, com posterior a normalização do fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz.

Pela manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na rede Truth Social que o Irã negou a implementação de pedágios no Estreito de Ormuz para a passagem de navios. Com isso, a commodity atingiu o menor nível desde o início do conflito no Oriente Médio.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,36%, aos 51.850,31 pontos;
  • S&P 500: -0,10%, aos 7.358,33 pontos;
  • Nasdaq: -0,43%, aos 25.476,636 pontos.

Na Europa, os índices fecharam em ligeira alta, mas o setor de defesa foi pressionado. Hoje, o índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,08%, aos 635,16 pontos.

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Na Ásia, os índices também registraram perdas com o "sell-off" de tecnologia. O índice Nikkei, do Japão, caiu 3,55% os 69.788,38 pontos. Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 1,82%, aos 23.336,28 pontos.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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