Mercados

Ibovespa sobe mais de 1% e volta aos 187 mil pontos com Wall Street em recorde; dólar cai a R$ 4,95

30 abr 2026, 17:22 - atualizado em 30 abr 2026, 17:50
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(Imagem: iStock/KanawatTH)

O Ibovespa (IBOV) encerra a semana nesta quinta-feira (30), véspera do feriado do Dia do Trabalho, em forte alta. A sessão foi marcada por indicadores econômicos, balanços corporativos e derrotas do governo no Congresso.

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Hoje, o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 1,39%, aos 187.317,64 pontos. Na semana, o Ibovespa registrou perda de 1,80% e em abril, leve recuo de 0,08%.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 4,9527, com queda de 0,98%. Na semana, o dólar à vista acumulou recuo de 0,91% ante o real. Em abril, a desvalorização da divisa ante a moeda brasileira foi de 4,36%.

Por aqui, os investidores dividiram as atenções com balanços corporativos, movimentações em Brasília e indicadores macroeconômicos, no dia seguinte à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) cortar a Selic para 14,50% ao ano.

Na capital federal, o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL da Dosimetria, que reduz a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado e de envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

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Essa foi a segunda derrota do governo em menos de 24 horas. Ontem, o plenário do Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União (AGU), para ocupar uma cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa foi a primeira vez desde 1894 que os senadores rejeitam uma indicação do presidente da República ao STF.

Entre os dados, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego ficou em 6,1% nos três meses até março, em linha com o esperado pelos analistas consultados pela Reuters. Essa é a taxa mais elevada desde os três meses encerrados em maio de 2025.

Altas e quedas do Ibovespa

Apenas quatro encerraram em queda no Ibovespa: Suzano (SUZB3), Hypera (HYPE3), Klabin (KLBN11) e Iguatemi (IGTI11).

Suzano (SUZB3) caiu 2,18%, a R$ 43,84, em reação ao balanço do primeiro trimestre (1T26), e liderou a ponta negativa.

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A fabricante de papel e celulose reportou lucro líquido de R$ 4,3 bilhões no período, queda de 32% na comparação anual, com Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado de R$ 4,6 bilhões — recuo de 6% em um ano e de 18% frente ao trimestre anterior — e receita líquida de R$ 10,9 bilhões (-5% a/a).

A leitura inicial de bancos como BTG Pactual e Santander é de um trimestre pressionado por fatores operacionais e macroeconômicos, com destaque para o câmbio. Mesmo com a alta dos preços da celulose, para cerca de US$ 560 por tonelada, a valorização do real acabou limitando os ganhos.

A ponta positiva foi liderada por Hapvida (HAPV3). As ações da operadora de saúde saltaram 5,45% (R$ 12,39) com relatos de que a gestora Squadra emplacou três nomes no conselho de administração, em assembleia realizada hoje.

Braskem (BRKM5) também ficou entre as maiores altas após a eleição de Magda Chambriard, indicada pela Petrobras, como presidente do conselho de administração. BRKM5 subiu 5,15%, a R$ 9,40.

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Entre os pesos-pesados, Petrobras (PETR3; PETR4) fechou em leve alta, apesar do desempenho negativo do petróleo. PETR4 subiu 0,25%, a R$ 49,08, enquanto PETR3 teve ganho de 0,48%, a R$ 54,73.

Vale (VALE3), que detém 11% de participação na carteira do Ibovespa, recuperou as perdas da véspera e subiu 2,19% (R$ 81,18). Para o Itaú BBA, a queda de 6% das ações ontem, em reação ao balanço do 1T26, foi “exagerada” e abriu uma oportunidade de entrada.

Em linha com o bom desempenho das empresas de commodities, o CMDB11, ETF do BTG Pactual que segue uma cesta de ações de empresas do setor, subiu 0,92%.

Exterior

Os índices de Wall Street encerraram em forte alta, com S&P 500 e Nasdaq renovando as máximas históricas com apoio das big techs. Os dados também ficaram no radar.

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O crescimento econômico do país acelerou no primeiro trimestre. O Produto Interno Bruto (PIB) aumentou a uma taxa anualizada de 2,0% no último trimestre, informou o Escritório de Análises Econômicas do Departamento de Comércio.

Economistas consultados pela Reuters esperavam alta do PIB a uma taxa anualizada de 2,3%. As estimativas variavam de um ritmo de contração de 0,2% a uma taxa de crescimento de 3,9%.

Além disso, a inflação norte-americana acelerou em março. O índice de preços ao consumidor (PCE, na sigla em inglês) subiu 0,7% no mês passado, o maior avanço desde junho de 2022, após um aumento não revisado de 0,4% em fevereiro. O aumento ficou em linha com as expectativas de economistas.

Nos 12 meses até março, o PCE subiu 3,5%, o maior aumento desde maio de 2023, depois de aumentar 2,8% em fevereiro. O PCE é a principal referência de inflação para o Federal Reserve (Fed) – que manteve os juros inalterados em 3,50% a 3,75% ao ano na véspera.

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Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +1,62%, aos 49.652,14 pontos;
  • S&P 500: +1,02%, aos 7.209,01 pontos – no maior nível nominal histórico;
  • Nasdaq: +0,89%, aos 24.892,313 pontos no maior nível nominal histórico.

Em abril, o S&P 500 registrou o melhor mês desde novembro de 2020, com alta de mais de 10%; enquanto o Nasdaq teve o melhor desempenho desde abril de 2020 com ganho de mais de 15%. Dow Jones subiu cerca de 7% no mês, melhor ganho mensal desde novembro de 2024.

Na Europa, os principais índices fecharam em forte alta após o Banco Central Europeu (BCE) e o da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) manterem as taxas inalteradas, como o esperado. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com avanço de 1,38%, aos 611,28 pontos.

Em abril, o índice registrou ganho de 4,8%, o melhor resultado mensal desde janeiro de 2025.

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Na Ásia, os índices encerraram majoritariamente em tom negativo. O índice Nikkei, do Japão, teve baixa de 1,06%, aos 59.284,92 pontos e o índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,28%, aos 25.776,53 pontos.

Em destaque, o Japão interveio no câmbio para sustentar o iene nesta quinta-feira, marcando sua primeira intervenção cambial oficial em quase dois anos, disseram à Reuters duas fontes familiarizadas com o assunto.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.

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