Ibovespa (IBOV) oscila na volta do Carnaval; 5 coisas para saber antes de investir hoje (18)
Após uma folga estendida devido ao Carnaval, o Ibovespa (IBOV) abriu o pregão desta Quarta-Feira de Cinzas em alta, mas passou a oscilar entre leves altas e baixas após os primeiros minutos de sessão.
Em dia de agenda esvaziada no Brasil, que retoma a operação da Bolsa com pregão mais curto, o desempenho do IBOV acompanha a alta de Wall Street, impulsionada pela recuperação das big techs e no aguardo da ata da última reunião do Federal Reserve.
No Brasil, o destaque fica com o Relatório Focus, com divulgação marcada para 14h.
Por volta de 13h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com alta de 0,37%, aos 187.146,02 pontos.
A sessão tende a ser marcada por liquidez reduzida, tanto pelo horário encurtado quanto pelo fato de parte dos mercados asiáticos permanecer fechada em razão do Ano Novo Chinês.
Radar do mercado:
5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quarta-feira (18)
1 – Petróleo e tensão geopolítica
No cenário internacional, a atenção está voltada ao Estreito de Ormuz, rota estratégica para o escoamento global de petróleo.
Partes da via marítima foram fechadas por algumas horas ontem, sob a justificativa de “precauções de segurança”, em meio a negociações entre Estados Unidos e Irã e à realização de exercícios militares na região.
Em meio às incertezas, o petróleo chegou a subir mais de 3%. Por volta de 13h08 (horário de Brasília), Brent avançava 3,06%, a US$ 69,48 por barril.
2 – Ata do Fed
Está marcado para às 16h a divulgação da ata da reunião do Federal Reserve de janeiro. O documento deve fornecer mais detalhes sobre por que o banco central dos EUA manteve a taxa de juros inalterada e o que pode ser necessário para convencer as autoridades monetárias de que novos cortes nas taxas são necessários.
A divulgação ocorre em um momento em que os riscos para o mercado de trabalho podem estar diminuindo e o progresso na redução da inflação tem sido lento.
Em uma coletiva de imprensa após a reunião, o presidente do Fed, Jerome Powell, disse que houve “amplo apoio” entre os formuladores de política monetária à manutenção da taxa básica estável na faixa atual de 3,5% a 3,75%, em contraste com a reunião anterior, em dezembro, quando a decisão de reduzir os juros deixou o banco central dividido, com dissidências a favor de cortes mais profundos e de não fazer nenhum corte.
3 – Produção industrial dos EUA cresce 0,7% em janeiro ante dezembro
A produção industrial dos Estados Unidos teve alta de 0,7% em janeiro, na comparação com o mês anterior, informou nesta quarta-feira, 18, o Federal Reserve. Analistas ouvidos pela FactSet previam avanço de 0,4% no período.
O dado de dezembro ante novembro foi revisado para baixo, de alta de 0,4% para um crescimento de 0,2%.
O Fed ainda informou que a taxa de utilização da capacidade instalada subiu de 75,7% em dezembro para 76,2% em janeiro.
4- Brava Energia: 3R Offshore obtém autorização para assumir fatia de 37,5% da NTE no consórcio Campo de Papa-Terra
A Brava Energia (BRAV3) informou ao mercado que sua subsidiária 3R Petroleum Offshore obteve autorização para seguir com a conclusão da cessão da participação de 37,5% da Nova Técnica Energy (NTE) no consórcio do Campo de Papa-Terra.
A decisão inclui a transferência perante a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e demais órgãos governamentais competentes.
De acordo com o fato relevante, a ordem procedimental nos autos do procedimento de arbitragem instaurado pela NTE contra a 3R foi proferida em 15 de fevereiro de 2026. No entanto, a cessão permanece reversível até a decisão final do Tribunal Arbitral.
5 – Raízen (RAIZ4): Shell apresenta proposta com cheque maior e sem cisão, diz jornal
Mais uma proposta está na mesa para uma reestruturação da Raízen (RAIZ4). A Shell teria apresentado outro caminho após a Cosan (CSAN3) e fundos do BTG proporem uma conversão de 25% da dívida da Raízen em ações e uma divisão da companhia em duas, segundo informações do Pipeline, do Valor Econômico.
A dívida da Raízen chegou a R$ 55,3 bilhões no último trimestre, e alternativas para redução da pressão sobre a companhia estão na mesa. A Shell e a Cosan são controladoras da companhia de açúcar e etanol e hoje detêm 44% do capital cada uma, com os 12% restantes nas mãos do mercado.
Para recapitular, a proposta inicial prevê, além da conversão de 25% da dívida, uma divisão em duas empresas, uma voltada a açúcar e etanol e a outra, com as operações de combustíveis. Ambas seriam listadas na bolsa.
Pelo desenho apresentado, o braço de commodities receberia cerca de R$ 1 bilhão da Cosan, R$ 500 milhões do empresário Rubens Ometto — controlador da Cosan — e aproximadamente R$ 1,5 bilhão da Shell.
Outro pilar da operação envolveria o BTG Pactual, com um aporte estimado em R$ 5,3 bilhões por meio de fundos de private equity.
A Shell, no entanto, propôs escrever um cheque maior que o de sua sócia. Ainda segundo o Valor, a ideia é trazer uma capitalização de R$ 5 bilhões, em que a Shell entraria com R$ 3,5 bilhões e o restante viria da Cosan.
Eventualmente, os sócios injetariam ainda mais capital e seguiriam com um follow-on para captar mais recursos no mercado.
*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo