Ibovespa dribla mau humor externo com Petrobras (PETR4); 5 coisas para saber antes de investir hoje (18)
O Ibovespa (IBOV) começa o pregão desta terça-feira (18) em alta, apesar da cautela no exterior com os títulos norte-americanos nas máximas e os preços do petróleo Brent acima dos US$ 91.
Com os preços do petróleo em alta, a Petrobras (PETR4) ajuda o Ibovespa a operar no terreno positivo.
Por volta de 10h16 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em leve alta de 0,19%, aos 167.097,97 pontos.
No mesmo horário, o dólar à vista opera em alta ante o real, destoando do desempenho da moeda no exterior. a moeda operava a R$ 5,2118 (+0,20%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,01%, aos 99.625 pontos.
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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta terça-feira (18)
1 – Petróleo na Margem Equatorial
O Ministério Público Federal pediu esclarecimentos ao Ibama sobre os pedidos da Petrobras (PETR4) para perfurar três novos poços exploratórios e realizar outras operações marítimas na Bacia da Foz do Amazonas, o que não estava previsto na licença operacional concedida, segundo os procuradores.
Em comunicado na noite de segunda-feira, o MPF apontou que a liberação de novas perfurações por meio de simples autorização ou alteração de condicionantes na licença de operação “descumpre normas ambientais, ignora impactos cumulativos e contradiz as informações prestadas à sociedade e à Justiça”.
No fim de semana, a Petrobras anunciou a descoberta de hidrocarbonetos em poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, em águas ultraprofundas do Amapá. A perfuração do poço teve início em outubro do ano passado e permanece em curso, enquanto outros três poços estão previstos para serem perfurados no mesmo bloco FZA-M-59.
2 – Empresas em RJ
Além dos desdobramentos do pedido de recuperação judicial (RJ) da Casas Bahia (BHIA3), o que mexeu com as ações de bancos e varejistas na bolsa, os investidores acompanham o pedido de RJ da Braskem (BRKM5) nos Estados Unidos, conhecido como Chapter 11.
O pedido foi feito no Tribunal de Falências dos EUA para o Distrito Sul do Texas e já havia sido negociado previamente com os principais credores e acionistas da companhia. Na prática, o Chapter 11 permite que a empresa continue funcionando enquanto reorganiza suas dívidas sob proteção da Justiça, evitando que a pressão dos credores interrompa suas operações.
3 – Treasuries nas máximas
Os títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, operam nas máximas, com o título de 30 anos operando acima de 5,31%. Na máxima, o rendimento tocou o maior nível desde 2002.
O movimento reflete os temores em relação ao conflito no Oriente Médio, sem perspectiva, por ora, de reabertura do Estreito de Ormuz, o que segue pressionando os preços do petróleo no mercado internacional e de energia.
Além disso, o déficit fiscal dos Estados Unidos saltou para US$ 432,3 bilhões em julho, o maior valor mensal desde março de 2021, o que elevou o déficit acumulado no ano fiscal para quase US$ 1,8 trilhão.
Como reflexo, os títulos de outros países, como Alemanha, França e Japão operam com viés de alta.
4 – Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que os EUA cumpram as condições de um acordo provisório assinado com o Irã em junho, afirmou o principal negociador iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, em declarações publicadas pela mídia estatal na terça-feira.
Essas condições incluem que os EUA suspendam o bloqueio aos portos iranianos, suspendam as sanções ao petróleo, liberem os ativos congelados de Teerã e ponham fim às ameaças e operações militares em todas as frentes, disse Qalibaf ao Parlamento.
O memorando de entendimento, firmado em 17 de junho, desmoronou rapidamente devido a uma disputa sobre o controle do Estreito de Ormuz, a estreita via navegável pela qual circulava um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo antes da guerra.
Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA não pretendem prorrogar o acordo provisório com o Irã e ameaçou bombardear Omã caso o país atrapalhe os planos norte-americanos para o estreito.
5 – Petróleo
Segundo dados da Kpler, seis navios de carga transitaram pelo estreito na segunda-feira, dos quais três estavam saindo do Golfo Pérsico e três estavam entrando, em comparação com a média de 11 navios nos últimos 10 dias. Três navios transitaram no sábado, enquanto dois passaram pela via navegável no domingo.
Com o fluxo no Estreito de Ormuz ainda reduzido, os preços do petróleo seguem pressionados. Por volta de 10h24 (horário de Brasília), o contrato mais líquido do Brent, referência para o mercado internacional, para outubro subia 0,48%, a US$ 91,31 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro operavam com avanço de 1,10%, a US$ 84,66 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.
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*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters