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Ibovespa avança de olho no cenário eleitoral; 5 coisas para saber antes de investir hoje (19)

19 out 2026, 10:21 - atualizado em 19 out 2026, 11:01
ações lwsa
(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) começa o pregão desta segunda-feira (19) em alta enquanto os investidores avaliam o debate presidencial da véspera e as pesquisas de intenção de voto para o segundo turno das eleições.

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Por volta de 10h17 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira tinha avanço de 0,87%, aos 207.224,43 pontos.



Já o dólar à vista operava em alta ante o real, destoava o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,0514 (-0,44%), enquanto o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,01%, aos 101.849 pontos.

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (19)

1 – Flávio x Lula

Os investidores locais acompanham as pesquisas de intenção de voto para o segundo turno da disputa presidencial após o primeiro debate entre os candidatos no domingo (18) na Band.

Na pesquisa Atlas/Bloomberg, o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 49,8% das intenções de voto totais para o segundo turno da eleição presidencial, contra 47,6% do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No levantamento divulgado no dia 8, Lula aparecia com 45,7% dos votos totais e Flávio com 51,1%. Flávio caiu 1,3 ponto porcentual e Lula subiu 1,9.

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A vantagem do candidato do PL é de 2,2 pontos porcentuais. Os que pretendem votar em branco ou nulo ou não sabem somam 2,6%.

Considerando apenas os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, Flávio tem 51,1%, ante 48,9% de Lula.

2 – Cenário mais acirrado na BTG/Nexus

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem 46,5% das intenções de voto no segundo turno da eleição presidencial, enquanto o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), registra 45,9%, segundo pesquisa BTG Pactual/Nexus.

Considerando os porcentuais originalmente divulgados em cada levantamento, a distância numérica passou de 3 para 0,6 ponto porcentual. Os candidatos permanecem tecnicamente empatados.

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A Nexus informa que, a partir desta rodada, passa a publicar os porcentuais com uma casa decimal. Os dados da série histórica também foram reapresentados nesse formato. Segundo o instituto, devido ao arredondamento, a soma dos porcentuais pode variar de 99,9% a 100,1%.

Nos comparativos, utilizamos os porcentuais originalmente divulgados pelo instituto na primeira pesquisa deste segundo turno, publicada na terça-feira passada, 13, ainda sem casas decimais.

Naquela rodada, Flávio tinha 48% e Lula, 45%. Na comparação com esses resultados, o senador oscilou 1,5 ponto porcentual para baixo, e o presidente, 0,9 ponto para cima, dentro da margem de erro. Nenhum, branco e nulo somam agora 4,7%, ante 5%. Não sabe ou não respondeu passou de 2% para 2,9%.

3 – Inflação persiste e atividade recua no Focus

Os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) aumentaram as expectativas para a inflação de 2027 e cortaram as projeções para a economia brasileira, mostrou o Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (19).

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A projeção mediana para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano se manteve em 5,22%. Apesar da estabilidade na semana, a estimativa segue acima do patamar simbólico de 5%, reforçando a percepção de inflação ainda pressionada no ano corrente.

A principal novidade veio da combinação entre inflação resistente e piora nas projeções de atividade. Para o Produto Interno Bruto (PIB), o mercado reduziu as estimativas para 2026, 2027 e 2028. A projeção para o crescimento deste ano passou de 1,85% para 1,83%, enquanto a de 2027 caiu de 1,40% para 1,32%.

No câmbio, os analistas voltaram a reduzir as projeções para o dólar. A estimativa para 2026 caiu de R$ 5,15 para R$ 5,13, em queda pela segunda semana consecutiva. Para 2027, a projeção também recuou pela segunda semana, de R$ 5,26 para R$ 5,22.

A Selic, por sua vez, ficou estável em todos os horizontes acompanhados, com a taxa projetada em 13,25% ao ano ao fim de 2026.

4 – Olhos na inflação

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O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 1,76% em outubro, após alta de 1,47% em setembro, informou o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre).

O resultado anunciado nesta segunda-feira, 19, ficou perto do teto das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, de 1,78%. O piso era de 0,75%, com mediana em 1,49%.

Quanto aos três indicadores que compõem o IGP-10 de maio, os preços no atacado medidos pelo IPA-10, responsáveis pela maior parte da aceleração, tiveram alta de 2,36%.

Na semana, os investidores ainda aguardam a divulgação dos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) de outubro, a prévia da inflação do período.

5 – Petróleo volta a cair

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Os preços do petróleo bruto caíram na segunda-feira, com os investidores avaliando a possibilidade de um aumento na oferta russa chegar ao mercado após o alívio das sanções americanas na sexta-feira.

Por volta de 10h20 (horário de Brasília), o contrato do Brent negociado para dezembro operava em baixa de 1,77%, a US$ 107,88 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do WTI para novembro tinha baixa de 0,76%, a US$ 100,66 o barril, no mesmo horário.

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*Com informações de Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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