Mercados

Nem guerra atrapalha e Ibovespa avança com otimismo no exterior; 5 coisas para saber antes de investir hoje (20)

20 jul 2026, 10:14 - atualizado em 20 jul 2026, 10:17
ações ibovespa
(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) inicia o pregão desta segunda-feira (20) em alta em sintonia com o exterior, a despeito da continuidade do conflito no Oriente Médio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na avaliação do sócio e analista da Ajax Asset, Rafael Passos, o anúncio de implementação de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA trouxe volatilidade ao mercado nas últimas sessões e deve seguir no radar dos investidores.

Além disso, a expectativa é de que a bolsa brasileira opere em linha com o bom humor no exterior, afirma Passos.

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em alta de 0,22%, aos 174.087,81 pontos.



O dólar à vista opera em alta ante o real, destoando do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda recuava a R$ 5,0912 (-0,39%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, operava com avanço de 0,10% aos 100.861 pontos.

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (20)

1 – Boletim Focus

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A estimativa dos economistas consultados pelo Banco Central (BC) no Boletim Focus para a inflação deste ano foi reduzida pela terceira vez consecutiva.

Para 2026, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou de 5,16% para 5,15%. Para 2027, a estimativa se manteve em 4,20%. Já para 2028 a estimativa subiu de 3,70% para 3,78%.

Já a taxa básica de juros, a Selic se manteve em 14% para 2026, enquanto a estimativa de câmbio de 2026 seguiu em R$ 5,20.

A estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 também se manteve inalterada em 1,99%.

2 – Reciprocidade

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De acordo com a CNN Brasil, o governo federal deve manter as conversas com os setores produtivos mais afetados pela nova sobretaxa de 25% imposta a produtos brasileiros pelos Estados Unidos antes de decidir sobre a implementação da Lei de Reciprocidade.

A expectativa é de que o governo lance nova medida de socorro aos segmentos afetados via Brasil Soberano, como feito no primeiro tarifaço dos EUA. A nova sobretaxa de 25% entra em vigor a partir da próxima quarta-feira (22).

Ainda no radar, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, em inglês) deve anunciar mais uma tarifa de 12,5%, sob pretexto de investigação quanto ao uso de mão de obra escrava no país, na sexta-feira (24).

3 – Pesquisa Real Time Big Data

Amanhã (21), sai a primeira pesquisa Real Time Big Data já capturando os efeitos do novo tarifaço promovido pelo governo dos EUA na pesquisa eleitoral para presidente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O levantamento levará em consideração 2.000 entrevistas realizadas entre o sábado (18) e esta segunda-feira, com margem de erro de dois pontos percentuais.

4 – EUA x Irã

As forças dos Estados Unidos atacaram o Irã pela nona noite consecutiva, enquanto o Irã informou que dois petroleiros haviam explodido e ficado imobilizados no Estreito de Ormuz após tentarem atravessar a hidrovia por uma rota “insegura”.

A Guarda Revolucionária Islâmica informou na segunda-feira que havia atacado aeronaves americanas no aeroporto de Aqaba, na Jordânia, com mísseis balísticos, bem como recursos e equipamentos militares dos EUA no acampamento de Al-Adiri e na Base Aérea de Ali Al Salem, no Kuweit, e na Síria.

O governo do Irã confirmou que recebeu propostas apresentadas por mediadores para reduzir as tensões com os Estados Unidos, mas evitou comentar relatos de que o Catar teria sugerido um cessar-fogo de 10 dias entre os dois países.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pela manhã, os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, anunciaram um embargo marítimo contra a Arábia Saudita. Em comunicado, o movimento chamou o país de “criminoso”.

Desde quinta-feira (16), a agência Reuters informou que os houthis estavam de sobreaviso do Irã para fechar o Estreito de Bab el-Mandeb, via petrólífera do Mar Vermelho, caso os EUA atacassem a infraestrutura de energia iraniana.

Em reação, os preços do petróleo seguem em alta. Por volta de 10h (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para setembro subiam 0,33%, a US$ 88,39 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho tinham queda de 0,01%, a US$ 81,77 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.

5 – Novo primeiro-ministro do Reino Unido

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta segunda-feira, Andy Burnham assumiu o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido. Em discurso, Burnham prometeu apresentar ainda nesta semana novas medidas para ajudar a combater o custo de vida, antes de divulgar um novo plano de 10 anos para o país ainda este ano.

“O Reino Unido precisa mostrar ao mundo que podemos recuperar nossa estabilidade mais uma vez”, disse Burnham em um discurso em frente à residência oficial do primeiro-ministro britânico, no número 10 da Downing Street, em Londres.

“Não temos sido bons o suficiente e precisamos ser melhores.”

Prometendo aos britânicos “um pouco de alívio agora”, ele disse que o governo apresentará algumas medidas para combater o alto custo de vida e explicará como pretende financiá-las.

Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar