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Ibovespa cai com piora do humor global e aumento do risco geopolítico; 5 coisas para saber antes de investir hoje (20)

20 ago 2026, 10:10 - atualizado em 20 ago 2026, 10:12
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Pessoas observam painel eletrônico que exibe o gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM&F Bovespa, no centro de São Paulo, Brasil, em 9 de maio de 2016 (REUTERS/Paulo Whitaker)

O Ibovespa (IBOV) começa o pregão desta quinta-feira (20) em queda, depois de um breve respiro na véspera, com a piora do humor externo e aumento dos juros globais, em meio à elevação do risco geopolítico.

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em com queda de 0,29%, aos 167.347,65 pontos.



Já o dólar à vista operava em alta ante o real, na contramão do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,1863 (+0,19%), enquanto o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,08%, aos 98.749 pontos.

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quinta-feira (20)

1 – Taxa das blusinhas

A taxa das ‘blusinhas’ voltou ao radar. A cobrança de 20% sobre compras internacionals de até US$ 50 está suspensa por meio de uma medida provisória (MP) publicada pelo governo em 13 de maio.

Com a validade de 120 dias, a medida precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional até dia 8 de setembro – cerca de um mês antes do primeiro turno das eleições. Até o momento, não há nenhum avanço nas Casas Legislativas para a aprovação da MP.

2 – Orçamento de 2027

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Segundo o Valor Econômico, o governo prevê um aumento de 7,7% nas despesas obrigatórias com benefícios previdenciários em 2027, de acordo com a estimativa que constará no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que será encaminhado pela equipe econômica ao Congresso Nacional no dia 31 deste mês.

Com isso, a despesa total passará de R$ 1,135 trilhão projetado para este ano, de acordo com o último relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas do Orçamento, para R$ 1,223 trilhão em 2027.

3 – Lei da Reciprocidade

Ontem (19), o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Rosa, afirmou que uma a eventual decisão de impor medidas de reciprocidade sobre os Estados Unidos poderá ficar para o próximo governo.

Em entrevista a jornalistas, Rosa afirmou que o protocolo para aplicação da reciprocidade segue um rito que dificilmente seria concluído antes de dezembro deste ano. No momento, o governo faz consultas internas em uma série de ministérios sobre o efeito das tarifas aplicadas pelos EUA a produtos brasileiros.

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“Acho que não terá tempo para terminar antes de dezembro nenhum processo de reciprocidade, mas a minha expectativa é que a gente consiga negociar e resolver, ou pelo menos aplacar minimamente as questões dos Estados Unidos, antes do final do ano”, afirmou.

Em julho, os EUA impuseram novas tarifas sobre parte das exportações brasileiras, chegando a 37,5% para alguns produtos, sob alegação de práticas comerciais injustas e de uma legislação fraca para combater o trabalho forçado, entre outras questões.

4 – Títulos do Tesouro dos EUA

O mercado também continua atento aos títulos do Tesouro dos EUA, os Treasuries. Ontem (19), houve um fechamento da curva de juros após o Departamento do Tesouro dos EUA anunciar uma operação ampliada de recompra de títulos de longo prazo, dobrando o tamanho das operações de recompra de suporte de liquidez para títulos de cupom nominal de 10 a 20 anos e de 20 a 30 anos.

Em relatório, o ING avalia que a medida não deve alterar a trajetória dos juros longos no país. “É um jogo de soma zero”, afirma o banco, ao destacar que o aumento de recompras de títulos de longo prazo necessariamente implica maior emissão de dívida de curto prazo.

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Nesta manhã, o rendimento (yield) do Treasury de 10 anos – referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito – operava em alta a 4,708% ante 4,653% do ajuste anterior.

Já o yield do título do Tesouro norte-americano, Treasury, de 30 anos – referência para hipotecas de longo prazo –, também sobe a 5,26% ante 5,194% do fechamento anterior.

5 – Tensão no Oriente Médio

O aumento das tensões no Oriente Médio concentra as atenções dos investidores, impulsionado uma nova forte valorização dos preços do petróleo para o nível de US$ 94 o barril, no maior nível em cerca de um mês.

Hoje, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que vai intensificar a pressão econômica sobre o Irã, punindo países e empresas que mantiverem relações comerciais com o Irã.

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“QUALQUER país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais ofereçam qualquer tipo de apoio vital ao Irã enfrentará, por sua vez, CONSEQUÊNCIAS econômicas TREMENDAS”, escreveu Trump na rede social Truth.

Por volta de 10h (horário de Brasília), o contrato mais líquido do Brent, referência para o mercado internacional, para outubro subia 2,32%, a US$ 93,75 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para outubro operavam com avanço de 2,77%, a US$ 86,73 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.

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*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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