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Ibovespa abre em queda com ataques do Irã em Ormuz e cessar-fogo frágil; 5 coisas para saber antes de investir hoje (22)

22 abr 2026, 10:15 - atualizado em 22 abr 2026, 10:19
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) volta do feriado de Tiradentes nesta quarta-feira (22) em queda seguindo o sentimento de cautela no exterior, com a extensão do frágil cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã e o ataque do país persa a navios no Estreito de Ormuz.

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 0,29%, aos 195.571,93 pontos.



O dólar à vista opera próximo da estabilidade ante o real, enquanto no exterior a moeda norte-americana sobe ante outras divisas de países emergentes, após a nova rodada de incertezas no Oriente Médio.

No mesmo, o dólar à vista recuava 0,08%, aos R$ 4,9701 na venda. Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, avançava 0,10%, aos 98.4930 pontos.

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quarta-feira (22)

1 – Ruídos entre Brasil e EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira (21) que o governo brasileiro pode usar reciprocidade após a expulsão de um delegado da Polícia Federal pelo governo dos Estados Unidos.

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Em declarações feitas à imprensa em Hannover, Alemanha, Lula afirmou não saber o que aconteceu, mas que seria aplicada reciprocidade se houve abuso por parte das autoridades norte-americanas no caso do delegado.

“Nós não podemos aceitar essa ingerência e esse abuso de autoridade que algumas pessoas americanas querem ter com relação ao Brasil”, acrescentou.

O governo norte-americano anunciou na segunda-feira (20), pela rede social X, a expulsão de um delegado brasileiro supostamente envolvido na prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem pela polícia migratória dos Estados Unidos na semana passada.

2 – Votação da escala 6X1

Hoje, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados vota o relatório sobre o fim da escala 6×1. O relator, Paulo Azi (União-BA), já deu parecer favorável à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema. A votação, contudo, foi adiada após pedido de vista.

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O texto propõe uma redução na jornada de trabalho semanal sem alteração nos salários dos trabalhadores e agrupa dois projetos, um da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e outro do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

A proposta de Erika sugere a redução para quatro dias de trabalho e três de descanso, com uma jornada de 36 horas semanais, enquanto a de Lopes é voltada apenas para a redução da jornada para 36 horas por semana.

3 – Extensão do cessar-fogo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na terça-feira (21) que prorrogaria indefinidamente o cessar-fogo com o Irã para permitir novas negociações de paz, embora não estivesse claro se o Irã ou Israel concordariam.

Trump disse em uma declaração nas redes sociais que os EUA haviam concordado com uma solicitação dos mediadores paquistaneses “para manter nosso ataque ao país do Irã até que seus líderes e representantes possam apresentar uma proposta unificada e as discussões sejam concluídas, de uma forma ou de outra”.

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Os líderes do Paquistão organizaram conversações de paz em Islamabad para pôr fim a uma guerra que matou milhares de pessoas e abalou a economia global.

Mas, mesmo quando anunciou o que parecia ser uma extensão unilateral do cessar-fogo, Trump também disse que continuaria o bloqueio da Marinha dos EUA ao comércio marítimo do Irã, considerado um ato de guerra pelo Irã.

Segundo o site Axios, militares norte-americanos avaliam que o cessar-fogo deve ser prolongado por cerca de quatro a cinco dias para que o Irã negocie com os Estados Unidos.

4 – Irã ataca navios em Ormuz

Pelo menos três navios porta-contêineres foram atingidos por tiros no Estreito de Ormuz nesta quarta-feira, informaram fontes de segurança marítima e as Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO).

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O Irã impôs restrições aos navios que utilizam o estreito, primeiro em retaliação ao bombardeio israelense-americano no país e, depois, em resposta ao bloqueio dos portos iranianos pelos EUA.

Um navio porta-contêineres com bandeira da Libéria sofreu danos após ser atingido por tiros e granadas lançadas por foguetes a nordeste de Omã.

A UKMTO disse que o capitão do navio relatou ter sido abordado por uma lancha da Guarda Revolucionária do Irã. A embarcação foi posteriormente alvejada. Todos os membros da tripulação estavam a salvo e não houve incêndio ou impacto ambiental devido ao incidente.

5 – Sabatina de Kevin Warsh

O indicado do presidente dos EUA, Donald Trump, para ser o futuro chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, foi sabatinado ontem (21) pelo Comitê Bancário do Senado. Durante a sua fala, Warsh deu a entender que grandes mudanças estão por vir no BC norte-americano, como uma nova “estrutura” para o controle da inflação e uma possível revisão da forma como o banco se comunica com o público sobre a política monetária.

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Segundo Warsh, as comunicações do Fed “agravaram” o aumento da inflação após a pandemia da Covid-19, que continua a prejudicar as famílias dos EUA, em um sinal de que ele pode querer mudar coisas como o uso atual, pelo banco central, de projeções trimestrais das taxas econômicas e de juros.

Warsh também foi questionado sobre os comentários feitos por Trump pouco antes do início da audiência, de que ele ficaria desapontado se Warsh não conseguisse uma aprovação rápida para os cortes nas taxas.

“Os presidentes tendem a ser a favor da redução das taxas”, disse Warsh. “O presidente Trump expressa isso publicamente.”

“A independência da política monetária é essencial”, disse Warsh em uma declaração pública entregue aos membros do comitê, que recomendarão se ele deve ser confirmado para uma cadeira no Conselho de Governadores do Fed, bem como para um mandato de quatro anos como chefe do banco central.

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*Com informações de Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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