Mercados

Ibovespa cede à pressão externa e cai; 5 coisas para saber antes de investir hoje (18)

24 set 2026, 10:14 - atualizado em 24 set 2026, 10:20
ações lwsa
(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) começa o pregão desta quinta-feira (24) em tom negativo, pressionado pelo exterior e com atenções divididas entre disputa pelo Palácio do Planato, desdobramentos do caso Master, atualização de projeções do Banco Central para os principais indicadores macroeconômicos e movimentações corporativas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 0,16%, aos 185.533,31 pontos.



Já o dólar à vista operava em alta ante o real, em sintonia com o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,1707 (+0,05%), enquanto o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,14%, aos 101,233 pontos.

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quinta-feira (24)

1 – Corrida presidencial

Uma nova rodada de pesquisas de intenção de votos para a Presidência da República concentra as atenções dos investidores.

Pesquisa do instituto Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (23) aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 41% e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 37% das intenções de voto no primeiro turno. Lula cresceu 3 pontos porcentuais, ante os 38% da pesquisa passada, divulgada em 1o de setembro, e Flávio Bolsonaro avançou 7 pontos sobre os 30%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em um eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro ganhou um ponto porcentual e tem 45% contra 44% do presidente Lula, que permaneceu estável. Mesmo com a vantagem numérica, também há um empate técnico na simulação de um eventual segundo turno entre ambos.

Leia mais.

2 – Relatório de Política Monetária

O Banco Central reduziu a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026, mas passou a enxergar uma trajetória de inflação mais pressionada.

A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano caiu de 2,0% para 1,8%. Para 2027, o BC espera desaceleração adicional, com avanço de 1,4%, segundo o Relatório de Política Monetária (RPM).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No cenário de referência, o BC projeta que a inflação recue para 4,4% no terceiro trimestre de 2026, mas volte a acelerar e alcance 5,2% no fim do ano.

Leia mais.

3 – EUA e China

A cúpula entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, começou nesta quinta-feira e deve seguir até o sábado.

Mais cedo, Trump disse que planeja discutir inteligência artificial quando se encontrar com o presidente chinês, mas acrescentou: “Quero deixar isso exatamente como está”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por outro lado, o porta-voz do Ministério da Defesa chinês disse que os EUA devem agir com “extrema cautela” em relação a qualquer venda de armas a Taiwan.

O porta-voz Jiang Bin também afirmou, em uma coletiva de imprensa de rotina em Pequim, que as relações militares entre os EUA e a China devem ser mantidas de forma estável, sólida e sustentável.

“É importante ressaltar que a questão de Taiwan é a mais importante nas relações entre a China e os EUA, e que a manutenção da paz e da estabilidade no Estreito de Taiwan é a maior questão comum entre os dois países”, disse Jiang.

4 – Juros nos EUA

O mercado espera novas altas nos juros dos Estados Unidos. Desde ontem (23), os agentes financeiros precificam elevação de 50 pontos-base nas taxas de juros norte-americana até dezembro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A perspectiva de juros mais altos foi reforçada por falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA). Entre eles, o diretor Michael Barr disse que o BC deu um passo importante na semana passada para “recalibrar” os juros de curto prazo a fim de reduzir a inflação, acrescentando que provavelmente será preciso realizar novos aumentos nas taxas.

“Os riscos para alcançarmos nossa meta de inflação aumentaram, enquanto os riscos para o mercado de trabalho diminuíram”, disse Barr em discurso preparado para ser proferido em uma conferência sobre acessibilidade à moradia, organizada pelo Fed de Chicago.

Na semana passada, o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) elevou os juros em 25 pontos-base pela primeira vez desde julho de 2023, para a faixa de 3,75% a 4,00%.

5 – Petróleo a US$ 100

Diante do impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã, os preços do petróleo voltaram ao nível de US$ 100 e operam em alta pelo segundo dia consecutivo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Durante o discurso na Assembleia Geral da ONU, na véspera, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, acusou o mandatário dos EUA, Donald Trump, de ter uma “mentalidade de intimidação” e disse que o Irã não se renderá na guerra.

“As declarações feitas ontem pelo presidente dos EUA são um sinal de uma mentalidade de intimidação. O povo iraniano não se curvará à pressão. […] Aqueles que são terroristas e treinam terroristas nos chamam de terroristas”, disse ele, referindo-se à descrição feita por Trump do Irã como o principal patrocinador do terrorismo no mundo.

Por volta de 10h (horário de Brasília), o contrato do Brent negociado para novembro subia 2,15%, a US$ 105,25 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do WTI para o mesmo mês tinha alta de 1,79%, a US$ 93,81 o barril, no mesmo horário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

*Com informações de Reuters

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar