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Ibovespa cai com incerteza local e dados nos EUA; 5 coisas para saber antes de investir hoje (29)

29 out 2026, 10:12 - atualizado em 29 out 2026, 10:21
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) inicia o pregão desta quinta-feira (29) em queda, a caminho do quarto dia de perdas consecutivas, em meio às incertezas sobre ‘Lula 4’ e dados nos EUA em linha com o esperado.

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira tinha queda de 0,12%, aos 170.805,49 pontos.



Já o dólar à vista operava em alta ante o real, acompanhando o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,3614 (+0,40%), enquanto o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,09%, aos 102.279 pontos.

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quinta-feira (29)

1 – Inflação do aluguel

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) subiu 1,47% em outubro, recuando da alta de 1,57% registrada em setembro, em meio a uma desaceleração da alta de produtos agropecuários, disse a Fundação Getulio Vargas nesta quinta-feira.

Com o resultado, o índice passou a acumular alta de 5,24% em 12 meses. A expectativa em pesquisa da Reuters era de uma elevação de 1,59% em outubro.

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Leia mais.

2 – Juros nos EUA

Ontem (28), o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) manteve os juros na faixa de 3,75% a 4% ao ano, em decisão que não foi unânime. Lisa Cook e Beth Hammack votaram pela alta de 25 pontos-base nos juros nesta reunião.

Durante a coletiva de imprensa, o presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que a inflação nos Estados Unidos continua elevada e que o banco central ainda precisa de mais informações para determinar se o nível atual dos juros será suficiente para levar a alta dos preços à meta de 2%.

Warsh também anunciou mudanças no calendário do BC: o Fomc manterá oito encontros em 2027, sendo uma reunião dedicada exclusivamente à discussão da estratégia de política monetária. No ano seguinte, duas reuniões serão voltadas à estratégia e seis para definir a política monetária.

3 – Inflação e PIB dos EUA

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O Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos Estados Unidos subiu 0,5% em setembro, em linha com as expectativas. No acumulado do ano, a inflação preferida do Federal Reserve apontou para alta de 3,6% — acima da meta de 2% perseguida pelo banco central norte-americano.

Já a primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre de 2026 subiu a 3,4%, em taxa anualizada. O resultado representa uma aceleração em relação à expansão de 2,2% registrada no segundo trimestre.

4 – Lagarde antecipa saída

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, informou ao Conselho do BCE e ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, que deixará o cargo em 7 de fevereiro de 2027, segundo comunicado divulgado pela autoridade monetária.

O texto afirma que o sucessor de Lagarde será nomeado pelo Conselho Europeu, conforme o processo previsto no artigo 283.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia (UE).

5 – Petróleo perde força

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Nesta manhã, os preços do petróleo operam em queda após as perspectivas de retomada das negociações de paz entre EUA e Irã diminuíram os temores de interrupções na oferta do petróleo decorrentes do aumento das tensões no Oriente Médio.

Segundo o The Wall Street Journal, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, conversou com o chefe do Conselho de Segurança iraniano, Mohsen Rezaei.

Por volta de 10h (horário de Brasília), o contrato do Brent negociado para dezembro caía 1,40%, a US$ 113,70 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do WTI para o mesmo mês tinha recuo de 1,93%, a US$ 100,75 o barril, no mesmo horário.

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*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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