Mercados

Ibovespa avança à espera de Galípolo e Trump; 5 coisas para saber antes de investir hoje (6)

06 abr 2026, 10:10 - atualizado em 06 abr 2026, 10:11
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) retoma as negociações após o feriado de Páscoa em tom positivo, em meio a sinais contraditórios sobre o conflito no Irã. O mercado fica à espera de novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início da tarde.

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Por aqui, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de evento às 14h (horário de Brasília), e os investidores devem acompanhar em buscas de pistas sobre os próximos passos da política monetária.

O cenário político também divide as atenções com o fim da janela partidária.

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com alta de 0,33%, aos 188.670,47 pontos.



O dólar à vista opera em queda ante o real, acompanhando o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda caía a R$ 5,1499 (-0,19%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, tinha recuo de 0,14%, aos 99,885 pontos.

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Day Trade:

Radar do mercado:

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (6)

1 – Expectativa de inflação mais alta

Os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) ajustaram as projeções para a inflação brasileira, segundo o Boletim Focus divulgado nesta manhã.

As expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 aumentaram de 4,31% para 4,36%.

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Esta semana será divulgada a inflação de março, com expectativa de algum avanço nos preços de energia como reflexo da guerra no Oriente Médio.

Já as previsões para a taxa básica de juros, a Selic, se mantiveram em 12,50% neste ano. A aposta para o câmbio, por sua vez, aponta um dólar cotado a R$ 5,40 ao fim deste ano, mesmo valor da projeção anterior.

2 – Emprego nos EUA

A economia dos Estados Unidos abriu 178 mil empregos em março, segundo relatório publicado nesta sexta-feira (3) pelo U.S Bureau Labor Statistics. O resultado representa uma recuperação do mercado de trabalho em relação a fevereiro.

A mediana dexpectativa de analistas consultados pelo Projeções Broadcast era de criação de 51 mil vagas no mês.

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O relatório, também conhecido como payroll, é a principal métrica do mercado de trabalho dos EUA e avaliado de perto pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos). A taxa de desemprego caiu de 4,4% em fevereiro para 4,3% em março.

Com o dado, o mercado adiou a expectativa de retomada do afrouxamento monetário de setembro para outubro de 2027.

3 – Novas ameças de Trump ao Irã

Ontem (5), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu um ultimato repleto de palavrões, alertando o Irã de que estaria “vivendo no inferno” se o Estreito de Ormuz não fosse reaberto até amanhã (6), declarando que seria “o Dia da Usina Elétrica e o Dia da Ponte, tudo em um só”.

Em entrevista à Fox News, também na véspera, Trump disse estar esperançoso de que houvesse uma “boa chance” de um acordo ser alcançado até segunda-feira.

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O site Axios informou que EUA, Irã e os mediadores regionais estavam discutindo um possível cessar-fogo de 45 dias como parte de um acordo de duas fases que poderia levar a um fim permanente da guerra, citando fontes norte-americanas, israelenses e regionais.

Já hoje, uma autoridade iraniana graduada disse à Reuters que o Irã não reabrirá o Estreito como parte de um cessar-fogo temporário, nem aceitará prazos ou pressão para chegar a um acordo. Washington não está disposta a um cessar-fogo permanente, segundo a autoridade.

4 – Petróleo acima de US$ 100 o barril

No domingo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) concordou em aumentar suas cotas de produção de petróleo em 206 mil barris por dia para maio.

A expectativa, porém, é de que aumento modesto ficará apenas no papel, já que seus principais membros não conseguem aumentar a produção devido à guerra entre os Estados Unidos e Israel com o Irã.

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A guerra fechou efetivamente o Estreito de Ormuz – a rota de petróleo mais importante do mundo –desde o final de fevereiro e cortou as exportações dos membros da Opep+ Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque.

Nesta segunda-feira, os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para junho operam em leve queda, a US$ 108 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para maio recuam quase 1%, a US$ 110 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.

5 – Efeitos do conflito no Irã

O presidente-executivo do JP Morgan Chase, Jamie Dimon, alertou nesta segunda-feira que a guerra no Irã representa um risco de choques nos preços do petróleo e de commodities, o que poderá manter a inflação alta e elevar as taxas de juros acima do que o mercado espera atualmente.

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“Agora, devido à guerra no Irã, enfrentamos ainda o potencial de choques significativos e contínuos nos preços do petróleo e das commodities, juntamente com a reestruturação das cadeias globais de suprimentos, o que pode levar a uma inflação mais persistente e, em última análise, a taxas de juros mais altas do que os mercados esperam atualmente.”

A afirmação está em uma carta anual aos acionistas, um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentar a pressão sobre o Irã, ameaçando atacar suas usinas de energia e pontes na terça-feira, caso o país não reabra o Estreito de Ormuz, uma importante via navegável.

Dimon também afirmou que o setor de crédito privado “provavelmente” não representa um risco sistêmico, apesar das recentes movimentações dos investidores para se afastarem desses fundos em meio a preocupações de que avanços de inteligência artificial prejudiquem os tomadores de empréstimo.

*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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