Ibovespa cai pós-Copom e com a política monetária nos EUA no radar; 5 coisas para saber antes de investir hoje (6)
O Ibovespa (IBOV) opera em queda nos primeiros minutos do pregão com os investidores calibrando as apostas para a trajetória dos juros no Brasil e nos EUA após o Copom cortar a Selic para 14% ao ano. Para parte do mercado, o Comitê deixou a porta aberta para uma nova redução em setembro.
A mídia norte-americana também noticia que o presidente do Federal Reserve (Fed) estaria disposta a elevar os juros também no próximo mês.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 0,32%, aos 177.154,29 pontos.
No mesmo horário, o dólar à vista opera em queda ante o real, na contramão do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,1095 (-0,36%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,10%, aos 99.776 pontos.
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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quinta-feira (6)
1 – Copom corta Selic
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano nesta quarta-feira (29). Esta foi a quarta flexibilização dos juros e, mais uma vez, a decisão foi unânime. O corte também veio em linha com o esperado pelo mercado.
Desta vez, o colegiado enxugou o comunicado de junho após ruído por excesso de informações e retirou a afirmação de que período prolongado de manutenção da taxa básica de juros em patamar contracionista propiciou evidências da transmissão da política monetária sobre a desaceleração da atividade econômica.
Os diretores do BC, por sua vez, reafirmaram que “em decorrência da dinâmica dos riscos associados à evolução dos preços, o Comitê reafirma que a magnitude total do ciclo de calibração será feita à luz de novas informações“.
O horizonte relevante do Comitê também passou do quatro trimestre de 2027 para o primeiro trimestre de 2028.
2 – Chapa Flávio-Gaspar
Ontem (5), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) anunciou o o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-PB) como vice, formando uma “chapa puro sangue” — presidente e vice do mesmo partido.
“O nome de Gaspar tem baixa projeção política, um pouco de apelo junto ao eleitoral e sem sinalizações relevantes sobre a agenda de políticas de um eventual governo”, afirmou Marco Bril, gestor de renda variável e multimercado da MAG Investimentos.
Para petistas que participaram da CPMI do INSS avaliam que a decisão de Flávio foi um “tiro no pé” e sinaliza o isolamento que a campanha enfrenta. Gaspar foi o relator dessa comissão e teve o relatório, que colocava no rol de indiciados Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, rejeitado.
3 – Corrida ao Planalto
A pesquisa do instituto AtlasIntel Bloomberg, divulgada nesta quinta-feira, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possui uma imagem positiva para 48% dos eleitores brasileiros e negativa para outros 52%. Outros 1% não souberam opinar.
Já o senador e candidato da oposição à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), tem uma imagem positiva para 37% dos eleitores e negativa para outros 59%. Outros 4% não souberam responder.
Entre outros candidatos à Presidência, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) possui uma imagem positiva para 31% dos eleitores e negativa para outros 55%. Os que não souberam opinar são 14%.
Já o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) possui uma imagem positiva para 28%, e negativa para outros 51%. Outros 21% não souberam responder.
O empresário Renan Santos (Missão) é quem acumula maior porcentual de eleitores que não souberam dar uma opinião: 26%. Ele tem uma imagem positiva para 19% e negativa para outros 55%.
A AtlasIntel ouviu 5.021 eleitores entre os dias 22 e 27 de julho. A margem de erro é de um ponto porcentual para mais ou para menos e o índice de confiabilidade é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08602/2026.
4 – Tarifas do Trump
Nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu as políticas aplicadas pelo seu governo, principalmente as tarifárias.
Em um discurso em Las Vegas, o republicano citou níveis recordes de exportação no país, o crescimento da indústria local e que uma série de fábricas estariam saindo de nações como a Alemanha para se instalar em território americano como resultados das medidas.
Trump citou ainda os recordes do mercado de ações em dia no qual o S&P 500 voltou a renovar sua máxima histórica.
5 – Acordo sobre Ormuz
Na noite de ontem, o Irã afirmou que chegou a um acordo com Omã sobre a divisão e a administração do Estreito de Ormuz. De acordo com o Ministério de Relações Exteriores do país, os negociadores das duas partes estão finalizando os detalhes da gestão conjunta da passagem e do controle do tráfego de embarcações.
“As coordenadas geográficas da rota proposta pelos dois países já foram definidas. Se não houver interferência de terceiros, a declaração conjunta, que reunirá os principais pontos de consenso e as considerações acordadas, também está em fase final de revisão e redação”, disse o porta-voz Esmaeil Baqaei.
Os preços do petróleo operam em alta. Por volta de 10h (horário de Brasília), o contrato mais líquido do Brent, referência para o mercado internacional, para outubro subia 1,67%, a US$ 80,80 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro operavam com ganho de 1,45%, a US$ 76,30 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.
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*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters