Mercados

Ibovespa recua aos 204 mil pontos com bancos e Vale (VALE3); dólar volta aos R$ 5,01

07 out 2026, 17:29 - atualizado em 07 out 2026, 17:42
Vale queda vale3
(Imagem: Freepik/ Montagem: Julia Shikota)

O Ibovespa (IBOV) encerrou em baixa o pregão, acompanhando a cautela no exterior, diante da disparada dos títulos de médio e longo prazo dos Estados Unidos, com o rendimento de 30 anos batendo a máxima em 24 anos, enquanto o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) deixou as portas abertas para nova alta nos juros ainda neste ano.

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Com a redução do apetite a risco global, mas também um movimento de realização de lucros, o setor de bancos e a Vale (VALE3) foram penalizados e pesaram no Ibovespa.

Nesta quarta-feira (7), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,74%, aos 204.302,33 pontos.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,0112, em alta de 0,72%.

Por aqui, o mercado acompanhou a cautela com a disparada dos Treasuries longos e também com a divulgação da ata da última reunião do Fed. Nela, a maioria dos dirigentes considera que uma nova alta dos juros é adequada.

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A sinalização de mais aperto, porém, não representa um compromisso com uma nova alta. Os dirigentes ressaltaram que as próximas decisões dependerão dos dados e de seus efeitos sobre as perspectivas econômicas e o balanço de riscos.

Leia mais: Ata do Fed: maioria considerava provável necessidade de nova alta de juros até dezembro

Sem grandes desdobramentos no noticiário político, com o governo tentando passar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que aprova o fim da escala 6×1, a bolsa teve mais um pregão de realização no Brasil, segundo a estrategista de investimentos da XP Investimentos Rachel de Sá.

“Vimos um movimento de realização hoje, com os bancos e a Vale sofrendo um pouco mais. As empresas que não subiram nos últimos dias são consideradas mais defensivas e possuem maior exposição a receitas em dólar, como as exportadoras de commodities, a exemplo da própria Vale”, explica.

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Já a Petrobras e as demais petroleiras ficam de fora dessa dinâmica, devido ao choque de oferta global e do conflito no Oriente Médio, avalia Sá.

Altas e quedas do Ibovespa

A ponta negativa do índice foi liderada pela Natura (NATU3), com recuo de 9,03% (R$ 7,35), depois de a empresa informar que mais de R$ 500 milhões em receita podem estar ameaçados, devido a componentes de produtos da Amazônia que estão em risco com as mudanças ambientais e climáticas.

A ponta positiva do índice, por outro lado, foi encabeçada pelo Magazine Luiza (MGLU3), com avanço de 5,09% (R$ 9,71).

A Petrobras (PETR4;PETR3), cujas as ações representam cerca de 13,5% do índice, encerrou o pregão em alta, destoando do petróleo. PETR3 subiu 1,25% (R$ 60,05) e PETR4 teve alta de 0,95% (R$ 54,33).

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Já o setor financeiro recuou com a nova rodada de realização de lucros, com baixa de 2,14% do Índice Financeiro (IFNC). A queda foi puxada pelo Bradesco (BBDC4), que caiu 3,60% (R$ 21,98).

A Vale (VALE3), que detém 8% de participação do índice, teve perda de 2,30% (R$ 68,75), ainda como reflexo do dólar.

Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e bancos correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.

Exterior

Os índices de Wall Street fecharam o pregão desta quarta-feira (7) no território negativo, e devolveram parte dos ganhos da véspera, com a sinalização de pelo menos uma alta nos juros pelo Fed e disparada dos juros longos para as máximas de 24 anos.

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Confira o fechamento:

  • Dow Jones: -0,66%, aos 51.180,17 pontos;
  • S&P 500: -0,22%, aos 7.801,74 pontos;
  • Nasdaq: -0,22%, aos 27.538,691 pontos.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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