Wall Street tem dia negativo com sinalização de alta nos juros pelo Fed e disparada dos Treasuries
Os índices de Wall Street fecharam o pregão desta quarta-feira (7) no território negativo, e devolveram parte dos ganhos da véspera, com a sinalização de pelo menos uma alta nos juros pelo Fed e disparada dos juros longos para as máximas de 24 anos.
Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: -0,66%, aos 51.180,17 pontos;
- S&P 500: -0,22%, aos 7.801,74 pontos;
- Nasdaq: -0,22%, aos 27.538,691 pontos.
Treasuries nas máximas
Os juros dos títulos do Tesouro de longo prazo renovaram as máximas em mais de duas décadas com o avanço dos preços do petróleo, impulsionado por preocupações com a oferta da commodity.
Mais cedo, o rendimento do título de 10 anos, referência global, subiu mais de 8 pontos-base, a 5,356% nível mais alto desde abril de 2002, mas reduziu os ganhos após um leilão, em que o Tesouro vendeu US$ 39 bilhões.
Já o rendimento do título de 30 anos, referência para hipotecas de longo prazo, avançou 11 pontos-base e atingiu a 5,732%, na máxima desde maio de 2002.
Ata do Fomc
Os investidores também reagiram à ata da última reunião do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano), que elevou os juros em 25 pontos-base pela primeira vez desde julho de 2023, para a faixa de 3,75% a 4,00%, em uma decisão unânime.
No comunicado, a maioria dos dirigentes considera que uma nova alta dos juros provavelmente será adequada até o fim do ano, citando a eocupação com a persistência da inflação, enquanto a economia segue crescendo em ritmo sólido e os riscos para o emprego diminuíram.
A sinalização de mais aperto, porém, não representa um compromisso com uma nova alta. Os dirigentes ressaltaram que as próximas decisões dependerão dos dados e de seus efeitos sobre as perspectivas econômicas e o balanço de riscos.
“Os participantes enfatizaram, entretanto, que abordavam cada reunião com a mente aberta”, registra o documento.
Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 82,8% de chance de o Fed manter os juros inalterados em 3,75% a 4,00% na próxima decisão, em outubro. Para dezembro, a probabilidade majoritária, de 83,1%, é de elevação da taxa referencial de juros em pelo menos 25 pontos-base.
Depois da ata, o presidente Donald Trump voltou a defender uma redução nos juros e afirmou que o país deveria ter “as taxas de juros mais baixas do mundo”.
Durante evento no Salão Oval, ele elogiou o presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, mas ressaltou que o dirigente “só pode dar um voto” nas decisões da instituição.