Ibovespa acelera ganho e renova máxima, com petróleo impulsionando Petrobras
O Ibovespa (Ibov) acelerou a alta para mais de 1% nesta sexta-feira, renovando recorde intradia, perto da marca de 178 mil pontos, em meio à continuidade do fluxo estrangeiro para as ações brasileiras, com Petrobras em destaque, subindo 3%, endossada ainda pelo avanço do preço do petróleo no exterior.
Por volta de 13h, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 1,05%, a 177.433,81 pontos, após alcançar 177.779,94 no melhor momento, novo topo intradia. Na mínima, mais cedo, registrou 175.589,66 pontos. O volume financeiro somava R$11,3 bilhões.
Na semana, marcada por recordes na bolsa paulista, o Ibovespa acumula um ganho de 7,67%.
O fôlego no pregão paulista segue amparado por compras de estrangeiros que, apenas neste mês, já registram uma entrada líquida de quase R$8,8 bilhões na bolsa paulista, segundo dados da B3 até o dia 20. Tal movimento reflete uma rotação global de portfólio, com saída principalmente de ativos norte-americanos.
De acordo com analistas do Itaú BBA, o Ibovespa segue em direção ao primeiro objetivo em 180.000 pontos.
“Agora, o índice conta com o reforço da maior parte dos índices setoriais, que voltaram a negociar em suas máximas históricas ou nas máximas dos últimos 12 meses. Esse alinhamento aumenta a probabilidade de continuidade da tendência de alta”, afirmaram no relatório Diário do Grafista nesta sexta-feira.
“Além dos 180.000 pontos, o próximo grande objetivo passa a ser a região dos 200.000 pontos”, acrescentaram, citando que, do lado da baixa, o Ibovespa encontra suportes em 172.500 e 163.300 pontos, patamar que mantém a tendência de alta.
Petrobras salta mais de 3%
PETROBRAS PN (PETR4) valorizava-se 3,13%, também favorecida pelo comportamento do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent tinha elevação de 2,7%.
No noticiário do setor, a Indian Oil Corp, principal refinaria da Índia, comprou 7 milhões de barris de petróleo, incluindo da Petrobras, para carregamento em março, a fim de substituir o petróleo russo, noticiou a Reuters citando fontes.
PRIO ON (PRIO3) tinha elevação de 4,8%, apoiada pela alta do preço do petróleo no exterior, que também amparava BRAVA ENERGIA ON (BRAV3), transacionada em alta de 1,58% e PETRORECONCAVO ON (RECV3), que mostrava ganho de 1,2%.
Outros destaques do pregão
VALE ON (VALE3) subia 1,75%, acompanhando o avanço dos preços dos contratos futuros do minério de ferro na China. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou a sessão do dia com alta de 1,21%.
No setor, GERDAU PN (GGBR4) caía 2,21%, tendo no radar corte de recomendação da ação para neutra por analistas do BTG Pactual.
BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) avançava 3,2%, melhor desempenho entre os bancos do Ibovespa, que experimentavam mais uma sessão positiva.
ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) subia 1,02%, BRADESCO PN (BBDC4) ganhava 1,43%, SANTANDER BRASIL UNIT (SANB3) era negociada em alta de 0,8% e BTG PACTUAL UNIT (BPAC11) apurava acréscimo de 1,82%.
GPA ON (PCAR3) caía 3,34%, em pregão de correção após cinco altas seguidas, período em que acumulou uma valorização de mais de 7%. No setor, ASSAÍ ON (ASAI3) perdia 0,38%.
IRB(RE) ON (IRBR3) recuava 1,17%, após resultado de novembro mostrar lucro líquido de R$ 27,3 milhões em novembro de 2025, abaixo dos R$ 67,1 milhões de outubro e também dos R$ 64,9 milhões apurados um ano antes. O índice de sinistralidade, por sua vez, aumentou para 63,9% em novembro do ano passado, de 51,1% um mês antes e 56,1% no mesmo período do ano anterior.