Destaques da Bolsa

Hapvida (HAPV3) salta e Santander (SANB11) é a pior ação da semana; confira os destaques do Ibovespa

03 out 2026, 7:08
bolsa, B3, day trade
(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) interrompeu a sequência de perdas e encerrou a semana em forte alta com os investidores montando posições via opções para o primeiro turno das eleições.

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O principal índice da bolsa brasileira acumulou alta de 4,71% na semana e encerrou a última sessão aos 192.114,55 pontos. Em setembro, o IBOV avançou 5,03%, no segundo melhor mês do ano.

Já o dólar à vista terminou a R$ 5,2165, com valorização de 0,67% no acumulado da semana.

“O movimento ao longo do mês refletiu a reprecificação das expectativas em torno da condução da política fiscal a partir de 2027, e a retomada do fluxo estrangeiro para a bolsa local. No exterior, o petróleo voltou a superar US$ 100 por barril com a escalada das tensões no Oriente Médio, antes de recuar na sexta com o anúncio de liberação de estoques europeus de diesel”, afirma Bruna Sene, analista de Renda Variável da Rico.

O que movimentou os mercados?

Por aqui, a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, segue acirrada e sem um vencedor claro, segundo as pesquisas eleitorais.

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Já os mercados preditivos, proibidos no Brasil, indicam uma vantagem do senador sobre Lula. Para os agentes financeiros, uma eventual consolidação desse cenário poderia abrir espaço para uma reação positiva dos ativos brasileiros.

No cenário macroeconômico, o mercado acompanhou os dados do mercado de trabalho: a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,3% nos três meses até agosto, menor nível para o período na série iniciada em 2012 e com recorde no número de empregados.

Já o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados apontou a criação de 165.827 vagas formais de trabalho em agosto, melhor desempenho em cinco meses.

Exterior

Nos Estados Unidos, os rendimentos dos títulos do Tesouro, os Treasuries, mantiveram a trajetória de alta e renovaram máximas históricas em 24 anos, com as incertezas geopolíticas e expectativa de juros elevado por mais tempo.

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Entre os dados divulgados, o Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) subiu 0,3% em agosto, segundo divulgado pelo Bureau of Economic Analysis (BEA). Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,4%, após aumento de 0,2% em julho conforme divulgado anteriormente.

No acumulado do ano, a inflação preferida do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) apontou para alta de 3,4% — acima da meta de 2% perseguida pelo banco central norte-americano.

Além disso, o payroll, o principal relatório de empregos dos Estados Unidos, mostrou a abertura de 29 mil vagas de emprego em setembro, bem abaixo do esperado pelo mercado, e apontou para um aumento da taxa de desemprego de 4,1% para 4,2% no período.

Com os dados mais fracos, o mercado adiou a aposta de alta nos juros de outubro para dezembro. Na sexta-feira (2), a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava cerca de 78% de chance de o Fed manter os juros na faixa de 3,75% a 4,00% ao ano na próxima decisão, em outubro.

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Para dezembro, a probabilidade de uma outra alta de pelo menos 25 pontos-base é superior a 80%, segundo a ferramenta.

Sobe e desce do Ibovespa

As ações do Hapvida (HAPV3) saltaram quase 25% na semana com expectativas de melhora operacional da companhia.

De acordo com informações da Bloomberg, a Hapvida contratou o BTG Pactual e a XP para avaliar uma operação de sale-leaseback, envolvendo alguns de seus hospitais.

Nesse modelo, a empresa venderia imóveis hospitalares a investidores e continuaria a operá-los por meio de contratos de aluguel de longo prazo.

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A transação, segundo a agência de notícias, pode levantar até R$ 1,5 bilhão para a companhia e as conversas ainda estão em estágio inicial.

Confira as maiores altas do Ibovespa entre 28 de setembro a 2 de outubro:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
HAPV3Hapvida ON24,60%
VAMO3Vamos ON22,48%
AZZA3Azzas 215419,29%
COGN3Cogna ON14,62%
MGLU3Magazine Luiza ON12,57%
VIVA3Vivara ON12,21%
CEAB3C&A Modas ON11,23%
BBAS3Banco do Brasil ON9,87%
RENT3Localiza ON9,47%
MRVE3MRV ON8,90%
Fonte: B3

Já na ponta negativa do Ibovespa foi liderada por Santander (SANB11), com a ação voltando ao nível pré-OPA.

A ação do banco tem o pior desempenho entre os pares financeiros no acumulado do ano, com o mercado precificando a eventual saída de SANB11 da Bolsa brasileira.

Apenas oito ações caíram na semana:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
SANB11Santander Brasil units-5,58%
BEEF3Minerva ON-5,13%
EMBJ3Embraer ON-3,22%
CSMG3Copasa ON-2,78%
SUZB3Suzano ON-1,44%
CXSE3Caixa Seguridade ON-0,87%
TIMS3Tim ON-0,32%
YDUQ3Yduqs ON-0,18%
Fonte: B3
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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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