Mercados

Ibovespa fecha em alta puxada por Petrobras com cessão onerosa; NY ajuda

15 out 2019, 18:07 - atualizado em 15 out 2019, 18:08
O Ibovespa subiu 0,18%, a 104.489,56 pontos (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, puxada pelas ações da Petrobras, diante do avanço do projeto da cessão onerosa no Senado, e endossada por Wall Street após começo da temporada de resultados corporativos, embora permaneçam dúvidas sobre acordo comercial entre Estados Unidos e China.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,18%, a 104.489,56 pontos. O volume financeiro da sessão somou 15,2 bilhões de reais.

A sessão também foi marcada por ajustes para os vencimentos das opções sobre o Ibovespa e do índice futuro, na quarta-feira.

Para o gestor Werner Roger, sócio-fundador da Trígono Capital, a trajetória do mercado em Nova York ajudou a bolsa brasileira, mas também repercutiu positivamente o andamento do projeto da cessão onerosa no Senado.

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou mais cedo o projeto de lei que fixa os critérios de divisão de parte dos recursos do leilão da cessão onerosa, mantendo as regras que haviam sido estipuladas pela Câmara dos Deputados.

A proposta deve ser apreciada pelo plenário do Senado ainda nesta terça-feira e um desfecho nessa questão corrobora apostas de andamento da reforma da Previdência, que vinha sendo contaminada pela discussão da cessão onerosa.

A aprovação da cessão onerosa também dá andamento à agenda do mega leilão de reservas excedentes ao contrato assinado entre União e Petrobras em 2010, previsto para 6 de novembro, que pode render mais de 100 bilhões de reais ao governo, enquanto a empresa ficará com 9 bilhões de dólares.

“Até que o texto seja aprovado, há sempre o risco de atraso ou modificação”, acrescentou Roger.

Os índices de Wall Street fecharam no azul, com o começo da temporada de resultados, em particular os balanços de JPMorgan e Johnson & Johnson, ofuscando o ambiente ainda de desconfiança em relação à negociações comerciais entre EUA e China.

“Investidores analisarão de perto os relatórios (trimestrais), dado cenário de desaceleração do crescimento global, queda das taxas de juros e uma série de riscos como Brexit e guerra comercial”, afirmou a XP Investimentos.

Em nota, o BTG Pactual afirmou que ainda há muitas dúvidas sobre o acordo entre EUA e China e, ao que tudo indica, os níveis de volatilidade devem continuar elevados.

Pesquisa do BofA Merrill Lynch Data Analytics mostrou piora na confiança de gestores em relação à bolsa brasileira, com 47% dos entrevistados avaliando que o Ibovespa fechará 2019 acima de 110 mil pontos. Na leitura anterior, 54% dos entrevistados previam que o nível seria superado.

No Brasil, a safra de balanços corporativos das empresas listadas no Ibovespa começa na próxima semana.

Destaques

Petrobras (PETR4) e Petrobras (PETR3) subiram 1,06% e 1,35%, respectivamente, apesar da queda do preço do petróleo, em meio à expectativa de votação da cessão onerosa.

Bradesco (BBDC4) valorizou-se 0,81%, enquanto Banco do Brasil (BBAS3) cedeu 1,38%, antes da precificação da oferta secundária de ações do banco, na quinta-feira. Itau Unibanco (ITUB4) teve baixa de 0,23%.

CSN (CSNA3) valorizou-se 2,9%, em sessão positiva para o setor siderurgia, com Gerdau (GGBR4) subindo 1,8% e Usiminas (USIM5) terminando com elevação de 1,45%. Vale (VALE3), por sua vez, caiu 0,2%.

– Yduqs (YDUQ3)  avançou 2,1%, após notícias de que a empresa negocia com exclusividade a compra de ativos da Adtalem Global Education no Brasil. O Itaú BBA apontou em relatório que se o preço for de 2 bilhões de reais o acordo é “agregador aos acionistas da Yduqs”. COGNA ON caiu 1,5%.

Equatorial (EQTL3) caiu 4,95%, após negativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a pedido de revisão tarifária extraordinária de três distribuidoras, entre elas a Companhia Energética do Piauí (Cepisa), da Equatorial. As outras duas distribuidoras pertencem à Energia (ENGI4), que não está no Ibovespa e fechou em queda de 3,72%.

MRV (MRVE3) cedeu 2,73%, em meio à cautela dos agentes antes da divulgação da prévia operacional da construtora para o terceiro trimestre. Ainda, o Citigroup cortou o preço-alvo da ação, de 20 reais para 18,50 reais.

Rumo (RAIL3) cedeu 2,31%, após dados na véspera mostrando que os volumes transportados em setembro recuaram 1,3% ano a ano. O terceiro trimestre mostrou acréscimo de 7,7% ano a ano. O Credit Suisse afirmou que os dados vieram abaixo da expectativa e que os volumes precisam crescer em cerca de 13% no quarto trimestre para a companhia alcançar o piso do guidance.

Cielo (CIEL3) perdeu 2,57%, em sessão negativa para empresas de meio de pagamentos. A PagSeguro, negociada em Nova York, caiu 12,3% após anunciar oferta secundária de ações, que tem como vendedor a controladora Universo Online. Stone, também nos EUA, cedeu 3,64%.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.

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