Mercados

Ibovespa futuro opera estável e dólar sobe com ‘cabo de guerra’ entre humor externo e ‘trade Flávio’

08 out 2026, 9:15 - atualizado em 08 out 2026, 9:16
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(Imagem: Leung Cho Pan/Canva)

O Ibovespa futuro (INDFUT) iniciou o pregão desta quinta-feira (8) estável com piora do humor externo e otimismo de uma mudança de governo com a divulgadas das primeiras pesquisas eleitorais. INDFUT abriu com queda de 0,01%, aos 204.470 pontos.

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Já o dólar à vista abriu a R$ 5,0258 (+0,29%), em sintonia com o movimento do DXY. O índice, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, tinha avanço de 0,14%, aos 102.386 pontos.

“O ambiente externo mais cauteloso pode limitar o desempenho dos ativos locais, especialmente diante da pressão sobre commodities e do avanço dos juros globais”, afirma Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora.

O que pode impactar o mercado hoje?

Os investidores locais acompanham as primeiras pesquisas de intenção de votos no segundo turno da corrida presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Pesquisa PoderData/Aya, divulgada nesta quinta-feira (8), mostrou Flávio à frente com dos votos válidos, ante 47% do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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O levantamento foi realizado entre 5 e 7 de outubro, mostrando uma mudança do cenário em relação à rodada anterior. Flávio avançou na proporção de 3 pontos percentuais (p.p.), enquanto Lula recuou na mesma intensidade.

A margem de erro é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-08134/2026.

Exterior

No exterior, os investidores digerem a ata da última decisão do Banco Central Europeu (BCE), de alta de 25 pontos-base nos juros para 2,50%, divulgada há pouco.

Os dirigentes avaliam que os riscos para a inflação continuam inclinados para cima, diante da persistência do choque de energia provocado pelos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia.

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Ontem (7), a ata da última reunião do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) mostrou que a maioria dos dirigentes considera que uma nova alta dos juros provavelmente será adequada até o fim do ano, citando a eocupação com a persistência da inflação, enquanto a economia segue crescendo em ritmo sólido e os riscos para o emprego diminuíram.

Em setembro, o Fomc elevou os juros em 25 pontos-base pela primeira vez desde julho de 2023, para a faixa de 3,75% a 4,00%, em uma decisão unânime.

No mercado de títulos, os rendimentos dos títulos soberanos dos Estados Unidos e da Europa operam em forte alta, em meio a uma nova escalada nos preços do petróleo, com receios de inflação mais persistente e de piora das perspectivas de crescimento.

Segundo a revista The Atlantic, EUA e Irã ainda não chegaram a um acordo para encerrar a guerra. A reportagem ainda noticia que , a Casa Branca pediu ao Pentágono que elaborasse opções de ataque contra o Irã antes das eleições de meio de mandato, em novembro.

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Hoje, os preços do petróleo disparam mais de 4%. O contrato mais líquido do Brent, para dezembro, subia 4,52%, a US$ 104,73 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, por volta de 9h10 (horário de Brasília).

Em Wall Street, os índices futuros recuam: S&P 500 caía 0,45%, aos 7.817,25 pontos; Dow futuro recuava 0,76%, aos 51.058,00 pontos e o Nasdaq futuro tinha perda de 0,69%, aos 31.894,50 pontos por volta de 9h10.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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