Mercados

Ibovespa futuro cai com novo cerco de Trump contra o Irã e avanço dos Treasuries; dólar sobe e volta ao nível próximo de R$ 5,20

20 ago 2026, 9:10 - atualizado em 20 ago 2026, 9:14
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(Imagem: Leung Cho Pan/Canva)

Nesta quinta-feira (20), o Ibovespa futuro (INDFUT) opera com queda de 0,13%, aos 170.970 pontos, após a abertura, às 9h (horário de Brasília), acompanhando a pior do humor dos investidores globais com a escalada de tensões entre EUA e Irã e a retomada do avanço dos juros dos títulos do Tesouro norte-americanos.

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O dólar à vista abriu com alta de 0,23%, a R$ 5,1884.

Por aqui, a taxa das ‘blusinhas’ voltou ao radar. A cobrança de 20% sobre compras internacionals de até US$ 50 está suspensa por meio de uma medida provisória (MP) publicada pelo governo em 13 de maio.

Com a validade de 120 dias, a medida precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional até dia 8 de setembro – cerca de um mês antes do primeiro turno das eleições.

Além disso, o governo prevê um aumento de 7,7% nas despesas obrigatórias com benefícios previdenciários em 2027, de acordo com a estimativa que constará no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que será encaminhado pela equipe econômica ao Congresso Nacional no dia 31 deste mês. As informações são do Valor Econômico.

Internacional

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O aumento das tensões no Oriente Médio concentra as atenções dos investidores, impulsionado uma nova forte valorização dos preços do petróleo para o nível de US$ 94 o barril, no maior nível em cerca de um mês.

Hoje, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que vai intensificar a pressão econômica sobre o Irã, punindo países e empresas que mantiverem relações comerciais com o Irã.

“QUALQUER país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais ofereçam qualquer tipo de apoio vital ao Irã enfrentará, por sua vez, CONSEQUÊNCIAS econômicas TREMENDAS”, escreveu Trump na rede social Truth.

Em reação os preços do petróleo sobem (cotação às 9h, horário de Brasília):

  • Brent para outubro: +0,56%, a US$ 91,53 o barril
  • WTI para outubro: +0,57%, a US$ 84,54 o barril
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O mercado também continua atento aos títulos do Tesouro dos EUA, os Treasuries. Ontem (19), houve um fechamento da curva de juros após o Departamento do Tesouro dos EUA anunciar uma operação ampliada de recompra de títulos de longo prazo, dobrando o tamanho das operações de recompra de suporte de liquidez para títulos de cupom nominal de 10 a 20 anos e de 20 a 30 anos.

Em relatório, o ING avalia que a medida não deve alterar a trajetória dos juros longos no país. “É um jogo de soma zero”, afirma o banco, ao destacar que o aumento de recompras de títulos de longo prazo necessariamente implica maior emissão de dívida de curto prazo.

Nesta manhã, o rendimento (yield) do Treasury de 10 anos – referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito – operava em alta a 4,708% ante 4,653% do ajuste anterior.

Já o yield do título do Tesouro norte-americano, Treasury, de 30 anos – referência para hipotecas de longo prazo –, também sobe a 5,26% ante 5,194% do fechamento anterior.

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No pré-mercado, os índices futuros de Wall Street operam em queda: S&P 500 futuro cai 00,31%, aos 7.705,25 pontos; Dow Jones futuro tem baixa de 0,50%, aos 53.260,00 pontos e o Nasdaq recua 0,52%, aos 29.360,50 pontos.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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