Análise Técnica

Ibovespa: histórico aponta continuidade da alta após forte rali, diz BTG Pactual

15 jul 2026, 11:40
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(Imagem: Getty Images)

O Ibovespa (IBOV) registrou uma forte alta na última sexta-feira (10), com ganho de 3%. O desempenho levou à valorização superior a 2% na semana passada, a terceira semana consecutiva de ganhos do índice.

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Para a equipe de análise técnica do BTG Pactual, o movimento trouxe de volta à tona uma questão recorrente: após uma alta expressiva, o índice tende a devolver parte do movimento ou a preservar um viés de alta nas semanas seguintes?

Para Lucas Costa e Gabriel Sporch, a evidência histórica não aponta uma reversão imediata como comportamento predominante. Ou seja, a vantagem direcional é limitada no curtíssimo prazo, mas os retornos médios e a frequência de resultados positivos tornam-se mais favoráveis conforme o horizonte aumenta.

Os analistas avaliaram 573 eventos semanais e 721 eventos diários desde dezembro de 1991, além de um recorte mais recente, entre janeiro de 2022 e julho de 2026. A conclusão é que, embora não exista garantia de novas altas logo após um rali, o histórico favorece a continuidade da tendência no médio prazo.

Segundo o estudo, após semanas em que o Ibovespa sobe mais de 2%, o retorno médio é de 0,15% na semana seguinte, ganho de 1,93% em quatro semanas e valorização de 7,95% em 20 semanas. Além disso, a frequência de resultados positivos cresce conforme o período de análise aumenta, passando de 52,53% em uma semana para 64,26% em 20 semanas.

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No recorte mais recente, entre 2022 e 2026, o comportamento foi semelhante. O retorno médio ficou em 0,29% uma semana após o movimento de alta, chegando a 3,31% em 20 semanas. Embora esse desempenho seja inferior ao observado na série histórica completa, os analistas destacam que a tendência positiva permaneceu presente em todos os horizontes analisados.

A dupla também avaliou o comportamento do índice após pregões isolados de forte valorização, superiores a 2,5%, como ocorreu na última sexta-feira. Nesse caso, o desempenho do dia seguinte tende a ser praticamente neutro, com retorno médio de apenas 0,18% e uma divisão quase equilibrada entre sessões positivas e negativas.

Já em prazos mais longos, o cenário volta a favorecer o mercado. Entre 2022 e 2026, os resultados foram ainda mais positivos no horizonte de 20 pregões, com retorno médio de 2,96%. Em 40 pregões, a alta média foi de 3,5%, com 80% dos pregões encerrando o dia em território positivo.

O BTG Pactual, por sua vez, destaca que a melhora do retorno médio não deve ser interpretada como redução do risco, já que os resultado convivem com uma elevada dispersão com episódios de fortes quedas mesmo após semanas de ganhos expressivos.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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