Ibovespa tem leve alta à espera da ata do Copom; 5 coisas para saber antes de investir hoje (2)
O Ibovespa (IBOV) começa o mês de fevereiro em tom positivo, após avançar mais de 12% em janeiro – marcando o melhor desempenho mensal desde novembro de 2020. O mercado espera a divulgação da ata da última decisão do Copom, que será divulgada amanhã (3) e uma bateria de dados do mercado de trabalho nos EUA ao longo da semana.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com alta de 0,12%, aos 181.573,07 pontos.
O dólar à vista opera em alta ante o real e acompanha o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana caía a R$ 5,2574 (+0,19%).
Day Trade:
5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (2)
1 – Dança das cadeiras na Fazenda
O economista e atualmente secretário de Política Econômica da Fazenda, Guilherme Mello, será um dos indicados para uma das duas da diretoria do Banco Central, informou a Bloomberg no último sábado (31).
Desde o fim do ano passado, as vagas de Diretoria de Política Econômica, hoje ocupada por Paulo Picchetti, e a Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e Resolução, estão ocupadas por interinos.
Caso a indicação de Mello se concretize, o nome deverá passar pelo aval do Senado. Segundo apuração do jornal O Globo, auxiliares do governo avaliam que o perfil de Mello, com forte base acadêmica e atuação técnica, pode facilitar a interlocução entre Fazenda e BC.
2 – Expectativas para inflação
Os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) reduziram mais uma vez a projeção para a inflação de 2026 de 4% para 3,99%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (2). Esse foi o quarto corte semanal consecutivo.
As previsões para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nos três anos seguintes seguem estáveis: 3,80% em 2027; 3,50% em 2028; e 3,50% em 2029.
Vale lembrar que, na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) optou pela manutenção dos juros em 15% ao ano, mas sinalizou o início do afrouxamento monetário para março.
3 – Retomada do Congresso
As atividades em Brasília serão retomadas nesta segunda-feira (2), com cerimônia de aberturas do Judiciário e Legislativo.
Para começar o ano legislativo, a Câmara dos Deputados deve votar hoje a Medida Provisória )MP_ que institui o Programa Gás do Povo.
A estimativa do governo federal é beneficiar 50 milhões de pessoas, aproximadamente 15,5 milhões de residências, o triplo do antigo programa, o Auxílio Gás.
Na agenda do dia também está a MP que abre crédito extraordinário de R$ 83,5 milhões ao setor rural.
4 – RJ da Fictor
O Grupo Fictor, que tentou comprar o Banco Master, protocolou nesse domingo (1º) um pedido de recuperação judicial (RJ) para a Fictor Holding e Fictor Invest, no Tribunal de Justiça de São Paulo.
Segundo a companhia, a solicitação é consequência de uma crise de liquidez iniciada em 18 de novembro do ano passado, quando o Banco Central (BC) decretou a liquidação da instituição de Daniel Vorcaro.
- VEJA MAIS DETALHES: Grupo Fictor entra com pedido de recuperação judicial; dívidas somam R$ 4 bilhões
5 – Tensão EUA- Irã
O Irã está avaliando os termos para retomar as negociações com os Estados Unidos em breve, disse uma autoridade do Ministério das Relações Exteriores nesta segunda-feira (2), depois que os dois lados sinalizaram disposição para reativar a diplomacia sobre uma longa disputa nuclear e dissipar os temores de uma nova guerra regional.
As tensões estão altas em meio a um aumento militar da Marinha dos EUA perto do Irã, após uma violenta repressão contra manifestações antigovernamentais no mês passado, a agitação interna mais mortal no Irã desde a revolução de 1979.
Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã estava “conversando seriamente”, enquanto o principal responsável pela segurança de Teerã, Ali Larijani, afirmouque os preparativos para as negociações estavam em andamento.
Fontes iranianas disseram à Reuters que Trump havia exigido três pré-condições para a retomada das negociações: enriquecimento zero de urânio no Irã, limites ao programa de mísseis balísticos de Teerã e o fim do apoio a representantes regionais.
*Com informações de Agência Câmara e Reuters