Ibovespa (IBOV) acompanha tom negativo do exterior e opera aos 182 mil pontos; 5 coisas para saber antes de investir hoje (30)
O Ibovespa (IBOV) continua a ser pressionado pela deterioração do sentimento de risco dos investidores internacionais, em um movimento de aversão a risco iniciado na véspera com preocupações renovadas sobre os investimentos em inteligência artificial (IA).
A taxa de desemprego no Brasil na mínima histórica e a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) também dividem as atenções.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com queda de 0,30%, aos 182.719,98 pontos, em novo recorde nominal histórico.
O dólar à vista opera em alta ante o real, com pressão da Ptax, e acompanha o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana caía a R$ 5,2222 (+0,55%).
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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta sexta-feira (30)
1 – Taxa de desemprego
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,1% nos três meses até dezembro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em linha com o esperado.
A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 5,1% no período.
Já a taxa média anual de desocupação ficou em 5,6% em 2025, o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012. O índice recuou 1% em relação a 2024, quando estava a 6,6%
2 – Contas públicas
A dívida bruta do Brasil registrou queda em dezembro ante o mês anterior e terminou 2025 abaixo do esperado, enquanto o setor público consolidado brasileiro apresentou superávit primário no último mês do ano, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central.
A dívida pública bruta do país como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) fechou dezembro em 78,7%, contra 79,0% no mês anterior mas acima dos 76,3% no mesmo mês de 2024. Já a dívida líquida do setor público foi a 65,3%, de 65,2% em novembro e 61,3% em dezembro de 2024.
As expectativas em pesquisa da Reuters eram de 79,5% para a dívida bruta e de 65,8% para a líquida.
3 – Caso Master
O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino, disse durante depoimento à Polícia Federal (PF), no dia 30 de dezembro, que uma eventual liquidação do Will Bank, do Banco Master, levaria a prejuízos maiores para o Banco de Brasília (BRB). A instituição foi liquidada no último dia 21.
“Existem muitos ativos do Will dentro do balanço do BRB. A morte do Will Bank – se não for possível resolver os problemas dentro do Raet -, o prejuízo do BRB será maior”, disse Aquino, durante o depoimento.
4 – Novo presidente do Fed
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (30) a escolha do ex-diretor do Federal Reserve Kevin Warsh para comandar o banco central norte-americano.
Em suas redes sociais, Trump afirmou que conhece Warsh há muito tempo e que não tem dúvidas de que ele será lembrado como um dos grandes presidentes do Fed.
Warsh substituirá Jerome Powell, que deixará o cargo em maio. O presidente vem pressionando Powell por cortes mais agressivos nos juros, enquanto a inflação segue elevada e o mercado de trabalho mostra sinais de enfraquecimento.
5 – Sem ‘shutdown‘
Ontem (29), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um acordo de gasto, na tentativa de avançar nas negociações entre republicanos e democratas do Senadopara evitar uma nova paralisação do governo.
Ainda não está claro se a Câmara dos Depurados, que também precisam avaliar a matéria, aceitarão o acordou ou quando ele seria apreciado.
Também na véspera, o presidente da Câmara, Mike Johnson, indicou que poderia ser difícil fazer com que os membros, que estão em um recesso programado, voltem a Washington antes que a Câmara retome seus trabalhos regulares na segunda-feira (2).
Isso significa que grande parte do governo federal poderia fechar pelo menos durante o fim de semana. O financiamento atual expira meia-noite desta sexta-feira (30).
Os democratas do Senado exigem novas restrições aos agentes federais de imigração, incluindo o fim das patrulhas móveis, a proibição do uso de máscaras faciais e a obrigatoriedade do uso de câmeras corporais.
*Com informações de Reuters