Ibovespa sobe mais de 1% e dólar recua a R$ 5,01; o que movimenta os mercados hoje (2)?
O Ibovespa (IBOV) avança mais de 2 mil pontos impulsionado pelo avanço de mais de 3% da Vale (VALE3) e das blue chips.
Por volta de 12h (horário de Brasília), o IBOV operava aos 174.459.59 pontos (+1,31%). Na máxima, o índice chegou a avançar 1,57%, aos 174.894,05 pontos.
O mercado acompanha hoje a repercussão do anúncio feito na véspera (1º) de que o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recomendou a implementação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos importados do Brasil, visto que determinadas práticas brasileiras seriam consideradas injustas com empresas norte-americanas.
A investigação havia sido iniciada no ano passado para analisar possíveis irregularidades nas relações comerciais entre Estados Unidos e Brasil.
Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem que prevê a redução a taxação da importação de alumínio, aço e cobre, passando de 25% para 15%.
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A medida beneficia a Gerdau (GGBR4) e a Metalúrgica Gerdau (GOAU4), que figuram entre as principais altas do Ibovespa nesta terça-feira.
No vermelho
A alta do Ibovespa é puxada pelos pesos-pesados. Em destaque, as ações da Vale (VALE3), por volta das 11h52 (horário de Brasília), avançavam 3,55%, a R$ 84,60. A mineradora tem participação de 12% no índice. A Vale também figura como a ação mais negociada da bolsa, com giro de capital de R$ 633,4 milhões e 14,6 mil negócios.
O contrato mais negociado do minério de ferro, para setembro, fechou com alta de 0,77%, a 786,5 yuans (US$ 116,26) a tonelada na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China.
Entre as blue chips, o Bradesco (BBDC4) é o destaque. Os papéis do banco avançam 2%, a R$ 17,83, após duas sessões consecutivas de perdas após os EUA classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
Já os papéis da Petrobras (PETR4;PETR3) recuam menos de 1%, em dia de baixa nos preços do petróleo Brent no mercado internacional. O barril opera na faixa dos US$ 94.
A ponta positiva do índice é liderada pela CSN (CSNA3), que salta 9,16%, a R$ 7,15, também na esteira da redução das tarifas para o aço pelo governo norte-americano.
Por outro lado, a ponta negativa é encabeçada pela Marcopolo (POMO4) com recuo de 2,29%, a R$ 5,98.
Exterior
No exterior, os índices de Wall Street inverteram o sinal e passaram a operar em alta impulsionadas pelas ações de tecnologia e pela moderação dos preços do petróleo.
Por volta de 12h21 (horário de Brasília), Dow Jones subia 0,36%, aos 51.260,55 pontos; S&P 500 avançava 0,26%, aos 7.619,54 pontos e Nasdaq tinha ganho de 0,29%, aos 27.164,805 pontos.
Na Europa, o índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com alta de 0,63%, aos 625,16 pontos.
Na Ásia, o índice de Nikkei, do Japão, recuou aos 66.734,24 (-0,30%). Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 2,52%, aos 26.038,32 pontos.
Dólar a R$ 5,01
Enquanto o Ibovespa sobe mais de 1%, o dólar à vista (USDBRL) perde força globalmente com continuidade no impasse nas negociações no Oriente Médio.
Por volta de 12h28 (horário de Brasília), o DXY, que compara a divisa a uma cesta de seis moedas fortes, tinha ligeira queda de 0,07%, aos 99,132 pontoss
Já na comparação com o real, a divisa norte-americana operava a R$ 5,0155, em queda de 0,14%. Mais cedo, a moeda atingiu R$ 5,005 (-0,44%) na mínima intradia.