Mercados

Ibovespa recua à espera de Itaú (ITUB4) e Copom; dólar sobe a R$ 5,13

04 ago 2026, 17:29 - atualizado em 04 ago 2026, 17:32
Ibovespa queda
(Foto: iStock.com/primeimages)

O Ibovespa (IBOV) encerrou em baixa com a queda de mais de 2% de Itaú (ITUB4), com o mercado aguardando os resultados do segundo trimestre de 2026, e recuo de Petrobras (PETR4).

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Nesta terça-feira (4), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações em baixa de 0,06%, aos 177.894,97 pontos.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1309, em alta de 0,86%.

Por aqui, o mercado brasileiro aguarda a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que será divulgada amanhã, por volta das 18h30 (horário de Brasília). A expectativa é de um novo corte de 0,25 ponto percentual após os dados mais benignos da inflação e a perda de tração da atividade.

A produção industrial em junho recuou 1,8% na comparação com maio, segundo dado divulgado nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda veio mais intensa do que a mediana das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast, que apontava para uma queda de 0,6%.

Altas e quedas do Ibovespa

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Em dia de baixa no IBOV, o Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com recuo de 1,04%. O Itaú (ITUB4) teve perdas de 2,48% (R$ 42,10).

A Petrobras (PETR4;PETR3) acompanhou a desvalorização dos preços do petróleo, com o Brent, referência para o mercado internacional, para outubro terminou o dia com queda de 5,26%, a US$ 79,36 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. As ações ordinária (PETR3) e preferencial (PETR4) tiveram perdas de cerca de 1%.

Já a Vale (VALE3), por outro lado, que detém 11% de participação do índice, encerrou o dia com alta de 2,24% (R$ 76,31), destoando da baixa do minério de ferro na bolsa de Dalian.

Bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.

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A ponta negativa do índice foi encabeçada pela Marcopolo (POMO4), que despencou 10,43% (R$ 4,81), abaixo do piso de R$ 5 pela primeira vez em mais de um ano, após o balanço do segundo trimestre de 2026 (2T26).

Para analistas, a Marcopolo reportou uma combinação de resultados “fracos”, com números abaixo das expectativas dos principais bancos e casas de análise. O BTG Pactual, por exemplo, classificou como “um trimestre para esquecer”.

O banco recorda que, no mesmo período do ano passado, a companhia teve uma recuperação em relação ao trimestre anterior, de janeiro a março, e entregou resultados “muito mais fortes” no 2T25, impulsionados por um desempenho melhor das exportações e por um mix de produtos mais favoráveis.

Já a ponta positiva foi liderada por CSN (CSNA3), com alta de 6,21% (R$ 4,79), diante da notícia de que a companhia está realizando uma segunda rodada de propostas por sua unidade produtora de cimento esta semana, visando fechar um negócio até o fim do ano.

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Os principais concorrentes incluem a chinesa Huaxin e um consórcio formado por Votorantim e Cementir, de origem italiana. A expectativa é que ambas as propostas ultrapassem os R$ 10 bilhões.

Exterior

Os índices de Wall Street engatam o quarto dia de ganhos consecutivos nesta terça-feira (4), com saltos das ações nos setores de tecnologia e financeiro.

O S&P 500 superou os 7.700 pontos pela primeira vez e o Dow Jones engatou o segundo pregão de recorde seguido.

Os preços do petróleo recuaram após o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que um acordo com o Irã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz pode ser alcançado ainda hoje ou amanhã (5).

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“Estamos em negociações com os iranianos, e acho que há uma chance de chegarmos a um acordo hoje ou amanhã para abrir o estreito e avançarmos em direção a uma situação mais normalizada neste conflito”, disse Bessent em entrevista à CNBC.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +1,71%, aos 54.085,88 pontos – no maior nível nominal intradia histórico;
  • S&P 500: +1,79%, aos 7.736,52 pontos – no maior nível nominal intradia histórico;
  • Nasdaq: +2,59%, aos 26.584,993 pontos.

Na Europa, os mercados fecharam positivos de um acordo sobre o Estreito de Ormuz. O índice pan-europeu Stoxx 600 registrou avanço de 0,73%, aos 656,86 pontos.

Na Ásia, os índices fecharam mistos. O índice Nikkei, do Japão, subiu 0,32%, aos 63.957,53 pontos, e o índice Hang Seng, de Hong Kong teve recuo de 0,60%, aos 25.852,92 pontos.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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