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Ibovespa recua contaminado por pessimismo global

31 out 2019, 17:10 - atualizado em 31 out 2019, 17:56
Mercados Ibovespa
O Ibovespa caiu 1,08%, a 107.241,00 pontos, encerrando o mês de outubro com avanço de 2,38%, de acordo com dados preliminares (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

A bolsa paulista registrou uma sessão fraca nesta quinta-feira, contaminada pelo pessimismo global acerca de uma possível resolução para o embate comercial entre Estados Unidos e China, mas também influenciado por movimento de realização após bater recorde na véspera.

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O Ibovespa caiu 1,1%, a 107.219,00 pontos, encerrando o mês de outubro com avanço de 2,36%, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro somava 16,4 bilhões de reais.

Em Wall Street, o S&P 500 caiu 0,3%, com o pessimismo ofuscando bons resultados trimestrais de Apple e Facebook.

No Brasil, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou a falar sobre a pauta do governo, afirmando que está otimista com a aprovação da reforma tributária no Congresso ainda este ano.

No plano macroeconômico, o mercado absorveu a decisão do BC de reduzir a Selic em 0,5 ponto percentual, a 5% ao ano, como esperado, e indicou que deve repetir a dose na próxima reunião, em meio à fraqueza na economia e baixa inflação.

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Analistas do BTG Pactual (BPAC11) avaliam que a taxa deve terminar o atual ciclo de queda abaixo de 4%, com mais um corte de 0,50 ponto percentual em dezembro, indicando também duas reduções de 0,25 ponto percentual nas reuniões de fevereiro e março.

Destaques

BRADESCO  (BBDC4) cedeu 4,1%. O banco divulgou lucro recorrente de 6,54 bilhões de reais no terceiro trimestre, quase em linha com a estimativa de analistas. Santander (SANB3) recuou 3%. Itaú Unibanco (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3) cederam 1,74% e 2,6%, nesta ordem.

GOL  (GOLL4) despencou 5,8%, após divulgar prejuízo de 242 milhões de reais no terceiro trimestre, em meio a problemas que atingiram 18 de seus aviões, e queda em projeção de margem de lucro este ano.

LOJAS AMERICANAS  (LAME4) perdeu 3,2%, apesar de alta de 54,5% no lucro do terceiro trimestre sobre um ano antes. Sua controlada B2W (BTOW3) caiu 4%, após divulgar prejuízo líquido de 102,5 milhões de reais, pior do que as estimativas de analistas.

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MAGAZINE LUIZA  (MGLU3) reverteu a queda de mais cedo e fechou em alta de 1,4%. A varejista anunciou na véspera oferta de cerca de 4 bilhões de reais em novas ações para investir em novas tecnologias e abertura de lojas.

PETROBRAS  (PETR4;PETR3) subiram 1% e 0,2%, neta ordem. A empresa quer concluir a implantação de uma ferramenta tecnológica em suas refinarias até o fim do ano.

SUZANO (SUZB3) ganhou 1,05%, com divulgação de balanço trimestral após o encerramento da sessão. No setor, KLABIN UNT também avançou 1%.

VALE (VALE3) perdeu 2,9%. A mineradora informou ter acionado preventivamente o protocolo de emergência em Nível 1 da barragem Forquilha IV, em Ouro Preto (MG).

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GPA (PCAR4) perdeu 0,1%. A empresa teve lucro consolidado de 192 milhões de reais de julho a setembro, alta de 27,2% no comparativo anual. Em teleconferência, executivos da companhia afirmaram esperar desempenhos melhores de vendas em 2020 após reformas e conversões de lojas.

 

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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