Intelbras (INTB3) dispara mais de 12% com melhora na rentabilidade e anúncio de dividendos milionários
Com os resultados acima do esperado no segundo trimestre (2T26), as ações da Intelbras (INTB3) disparam na B3, figurando entre as maiores altas do pregão desta quinta-feira (30).
Por volta de 12h30 (horário de Brasília), INTB3 registrava salto de 12,13%, a R$ 15,07, sendo a quinta maior alta da bolsa brasileira. Na máxima intradia, o papel chegou a disparar 13,10% (R$ 15,20).
Entre os principais números, a companhia reportou lucro líquido de R$ 158,3 milhões no segundo trimestre, alta de 16,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior e avanço de 3,4% em relação ao trimestre anterior.
Segundo a companhia, o resultado reflete a melhora na rentabilidade operacional, “apoiada na consolidação das estratégias em curso desde o exercício anteiror, além da contribuição positiva do resultado financeiro”.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 168,9 milhões, com crescimento de 9,4% na base anual e margem de 14,7%.
Já a receita operacional líquida alcançou R$ 1,149 bilhão, queda de 7,8% em relação ao segundo trimestre de 2025, mas alta de 3,5% na comparação trimestral.
Além do balanço, o conselho de administração da Intelbras aprovou o pagamento de R$ 93,4 milhões em dividendos, o que corresponde a R$ 0,28563649015 por ação. O pagamento será distruído para a base de acionistas posicionados em 3 de agosto, e os papéis passam a ser negociados ex-dividendos a partir do dia seguinte, 4 de agosto.
O provento será distribuído aos acionistas a partir do dia 14 do mesmo mês.
O que dizem os analistas?
Para os analistas, os resultados fortes foram impulsionados “por um aumento inesperado” na rentabilidade.
Para o Safra, a melhora deu-se por um efeito temporário dos estoques, já que os preços de venda refletem os custos atuais de reposição, enquanto o custo dos produtos vendidos (CPV) ainda incorpora estoques adquiridos a custos médios mais baixos, além de um mix de produtos mais favorável, com menor exposição aos segmentos de Solar e GPON e um impacto negativo menor da AVP.
Após o resultado, o banco manteve a recomendação neutra para as ações com preço-alvo de R$ 13,70 no final deste ano, um potencial de valorização de 2% sobre o preço de fechamento de ontem.
O Bank of America (BofA), por sua vez, espera que que a rentalidade permaneça em níveis saudáveis daqui para frente, ainda que abaixo do observado no segundo trimestre. O banco elevou o preço-alvo de R$ 16 para R$ 16,50 – um potencial upside de 22,8% –, mas manteve a recomendação neutra.
Já o BTG Pactual destacou que a geração de fluxo de caixa permaneceu robusta, beneficiada pela contínua otimização do capital de giro mesmo com maiores investimentos para expansão.
” Apesar do crescimento mais moderado da receita líquida, a companhia continua avançando em rentabilidade, retorno sobre o capital investido e geração de caixa, mantendo uma dinâmica operacional consistente em todas as unidades de negócios”, escreveram os analistas Carlos Sequeira, Osni Carfi e Bruno Henriques, em relatório a clientes divulgado nesta manhã.
O balanço reforçou a visão otimista para a companhia e o banco manteve a recomendação de compra para INTB3, com preço-alvo de R$ 17 em dezembro – upside de 26,5% sobre o preço de fechamento desta quarta-feira (29).
Os analistas Daniel Federle e Henrique Colla, do Bradesco BBI, chamaram a atenção para margem bruta, que expandiu para 33,1%, elevando a margem Ebitda para 14,7% – 1,6 ponto percentual acima do esperado e em um dos níveis mais altos da história da empresa.
“A combinação de múltiplos atrativos e um robusto rendimento de fluxo de caixa reforça nossa visão construtiva para as ações da companhia”, afirmaram os analistas. O Bradesco BBI tem recomendação de compra.