Destaques da Bolsa

Intelbras (INTB3) dispara mais de 12% com melhora na rentabilidade e anúncio de dividendos milionários

30 jul 2026, 13:11
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O Itaú BBA,continua vendo uma assimetria positiva de risco-recompensa da ação da Intelbras em 2025, apesar de tendências mais fracas (Imagem: Canva / Montagem: Bruna Martins)

Com os resultados acima do esperado no segundo trimestre (2T26), as ações da Intelbras (INTB3) disparam na B3, figurando entre as maiores altas do pregão desta quinta-feira (30).

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Por volta de 12h30 (horário de Brasília), INTB3 registrava salto de 12,13%, a R$ 15,07, sendo a quinta maior alta da bolsa brasileira. Na máxima intradia, o papel chegou a disparar 13,10% (R$ 15,20).



Entre os principais números, a companhia reportou lucro líquido de R$ 158,3 milhões no segundo trimestre, alta de 16,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior e avanço de 3,4% em relação ao trimestre anterior.

Segundo a companhia, o resultado reflete a melhora na rentabilidade operacional, “apoiada na consolidação das estratégias em curso desde o exercício anteiror, além da contribuição positiva do resultado financeiro”.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 168,9 milhões, com crescimento de 9,4% na base anual e margem de 14,7%.

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Já a receita operacional líquida alcançou R$ 1,149 bilhão, queda de 7,8% em relação ao segundo trimestre de 2025, mas alta de 3,5% na comparação trimestral.

Além do balanço, o conselho de administração da Intelbras aprovou o pagamento de R$ 93,4 milhões em dividendos, o que corresponde a R$ 0,28563649015 por ação. O pagamento será distruído para a base de acionistas posicionados em 3 de agosto, e os papéis passam a ser negociados ex-dividendos a partir do dia seguinte, 4 de agosto.

O provento será distribuído aos acionistas a partir do dia 14 do mesmo mês.

O que dizem os analistas?

Para os analistas, os resultados fortes foram impulsionados “por um aumento inesperado” na rentabilidade.

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Para o Safra, a melhora deu-se por um efeito temporário dos estoques, já que os preços de venda refletem os custos atuais de reposição, enquanto o custo dos produtos vendidos (CPV) ainda incorpora estoques adquiridos a custos médios mais baixos, além de um mix de produtos mais favorável, com menor exposição aos segmentos de Solar e GPON e um impacto negativo menor da AVP.

Após o resultado, o banco manteve a recomendação neutra para as ações com preço-alvo de R$ 13,70 no final deste ano, um potencial de valorização de 2% sobre o preço de fechamento de ontem.

O Bank of America (BofA), por sua vez, espera que que a rentalidade permaneça em níveis saudáveis daqui para frente, ainda que abaixo do observado no segundo trimestre. O banco elevou o preço-alvo de R$ 16 para R$ 16,50 – um potencial upside de 22,8% –, mas manteve a recomendação neutra.

Já o BTG Pactual destacou que a geração de fluxo de caixa permaneceu robusta, beneficiada pela contínua otimização do capital de giro mesmo com maiores investimentos para expansão.

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” Apesar do crescimento mais moderado da receita líquida, a companhia continua avançando em rentabilidade, retorno sobre o capital investido e geração de caixa, mantendo uma dinâmica operacional consistente em todas as unidades de negócios”, escreveram os analistas Carlos Sequeira, Osni Carfi e Bruno Henriques, em relatório a clientes divulgado nesta manhã.

O balanço reforçou a visão otimista para a companhia e o banco manteve a recomendação de compra para INTB3, com preço-alvo de R$ 17 em dezembro – upside de 26,5% sobre o preço de fechamento desta quarta-feira (29).

Os analistas Daniel Federle e Henrique Colla, do Bradesco BBI, chamaram a atenção para margem bruta, que expandiu para 33,1%, elevando a margem Ebitda para 14,7% – 1,6 ponto percentual acima do esperado e em um dos níveis mais altos da história da empresa.

“A combinação de múltiplos atrativos e um robusto rendimento de fluxo de caixa reforça nossa visão construtiva para as ações da companhia”, afirmaram os analistas. O Bradesco BBI tem recomendação de compra.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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