Inter (INBR32): Tentando convencer mercado, lucro sobe 34% no 2T26, chega a R$ 421 milhões e bate expectativas
O Inter (INBR32) lucrou R$ 421 milhões no segundo trimestre, alta de 34% em relação ao mesmo período do ano passado, mostra documento enviado ao mercado nesta quarta-feira (5).
Com isso, o banco digital, que tenta retomar a confiança do mercado após ver sua ação afundar após números do primeiro trimestre, conseguiu superar a expectativa do mercado medido pela Bloomberg, que aguardava R$ 419 milhões.
A questão é saber se isso é suficiente, visto que a grande preocupação recai na qualidade dos números em meio a preocupações com o aumento dos calotes.
Segundo o banco, em seu release, os índices de inadimplência permanecem gerenciáveis e rastreáveis. Para isso, o banco tem apostado no consignado privado — em linha com a expansão da carteira do produto.
“Os padrões rigorosos de concessão de crédito do Inter e as capacidades avançadas de recuperação continuam a ancorar a qualidade dos ativos”, destaca.
Já o ROE, retorno sobre o patrimônio líquido, atingiu 16,3%, alta de 2,4%, enquanto a receita subiu 32%, a R$ 2,6 bilhões. O resultado foi impulsionado por uma forte Receita Líquida de Juros, evolução da estratégia de concessão de crédito e otimização da composição de carteira.
Além disso, destaca o banco, o movimento de reshaping da carteira de cartões e a expansão contínua do consignado privado contribuíram diretamente para esse crescimento.
Rule of 50
Desde o trimestre passado, quando fracassou em cumprir o plano 60-30-30, que previa 60 milhões de clientes, 30% de ROE e 30% de índice de eficiência, o Inter trabalha com a Rule of 50, nova métrica que define a ambição de atingir uma combinação de crescimento da receita líquida e do Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) superior a 50%.
“A Rule of 50 já é uma realidade, com o crescimento da receita atingindo 32% e o ROE ultrapassando 16%. Isso reflete nossa capacidade de alcançar um crescimento escalável e rentável, impulsionado por um modelo que está se tornando neutro em capital, o que significa que nosso crescimento será cada vez mais financiado por nossa própria rentabilidade,” diz João Vitor Menin, CEO Global da Inter&Co.
Já o índice de eficiência alcançou um novo patamar histórico, chegando a 42%, enquanto as despesas cresceram 19%.
Segundo Alexandre Riccio, CEO da Inter&Co no Brasil, a carteira de crédito continua se expandindo em um ritmo forte de 29% ano contra ano, “com o crédito por cliente ativo crescendo 11%, um reflexo do quanto o Inter está presente na vida financeira dos nossos clientes”.