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IRB Brasil RE divulga prejuízo líquido de imposto de R$ 392,5 milhões de abril a maio

03/08/2020 - 9:49
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O IRB disse que verificou-se acentuada tendência de deterioração da relação sinistros/prêmios por motivos significativamente fora do padrão verificados (Imagem: Youtube/IRB)

O IRB Brasil RE divulgou nesta segunda-feira um prejuízo líquido de impostos de 392,5 milhões de reais de abril a maio, conforme dados preliminares e não auditados.

No período, a resseguradora teve prêmio emitido de 1,586 bilhão de reais e prêmios de competência – chamados prêmios ganhos – de 1,1 bilhão de reais. Os sinistros retidos totalizaram 1,35 bilhão de reais, conduzindo a uma sinistralidade de 123% no bimestre.

Os números estão no relatório periódico mensal enviado à Superintendência de Seguros Privados – Susep, por meio do FIP (Formulário de Informações Periódicas), que atende às exigências do plano de contas exigido pelo regulador.

A companhia acrescentou que, para junho, espera “efeitos semelhantes ao bimestre em resultados”.

No mês, o IRB disse que verificou-se acentuada tendência de deterioração da relação sinistros/prêmios por motivos significativamente fora do padrão verificados, com destaque para a aceleração por parte das cedentes do exterior na conclusão de seus relatórios atualizados de valores de perdas para sinistros já avisados, especificamente de seguros patrimoniais.

Também citou significativa deterioração no comportamento conjuntural das contas de seguros de vida relativos a pensões de aposentados em países latino-americanos.

“No Brasil, em junho, desenvolvimentos adversos em Agro reportados pelas cedentes foram adequados aos níveis necessários de provisões”, citou.

No comunicado, a companhia afirmou que foca em linhas de negócios no Brasil e no exterior onde o IRB tem notadamente vantagens competitivas, pelo seu banco de informações e pelo seu expertise técnico, que constituem as fortalezas da empresa e onde a mesma se destaca com resultados operacionais recorrentes e, portanto, sustentáveis.

“Nessa estratégia…sairemos de negócios com margens negativas e com pouca possibilidade de repactuação suficientes de taxas, e em linhas especialmente não estratégicas para a companhia e com isso deveremos apresentar uma redução profícua de prêmios no mercado internacional e de resultados notadamente com margem de contribuição negativas.”

De acordo com o IRB, espera-se que o ‘runoff’ desses negócios e seus efeitos sejam de “cauda de curto prazo essencialmente” em termos de resultados, e terão seus impactos apresentados separadamente nas próximas informações trimestrais.

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Última atualização por Rafael Borges - 03/08/2020 - 9:49