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Itaú BBA vê 2T26 com crescimento puxado por commodities; petróleo deve liderar temporada

28 jul 2026, 12:42 - atualizado em 28 jul 2026, 12:50
(Imagem: Renata Mello/ Petrobras)

O Itaú BBA espera que a temporada de resultados do segundo trimestre de 2026, que segue até meados de agosto, mostre resiliência operacional das empresas brasileiras e crescimento do lucro líquido na comparação anual, mas com esse avanço concentrado principalmente nas companhias de commodities.

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Na avaliação do banco, os setores domésticos enfrentam um ambiente menos favorável em razão de um ciclo de queda da Selic mais curto do que o esperado.

Com base nas prévias elaboradas pelos analistas do Itaú BBA e nas estimativas de consenso do mercado, o banco projeta que as empresas do Ibovespa devem registrar crescimento de 11,9% da receita, 22,7% do Ebitda e 18,4% do lucro líquido em relação ao segundo trimestre de 2025.

Ao excluir as empresas de commodities, o Itaú BBA vê um crescimento mais moderado, com projeção de alta de 9,4% da receita, 11,4% do Ebitda e 12,1% do lucro líquido.

Segundo as projeções do banco, 71% das empresas do Ibovespa devem mostrar crescimento de receita, 61,9% avanço do Ebitda e 56,5% expansão do lucro líquido.

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Sem considerar as empresas de commodities, o Itaú BBA calcula que 74,5% das companhias devem crescer em receita, 66% em Ebitda e 61,8% em lucro líquido.

Commodities serão o principal motor

Para o Itaú BBA, o principal vetor positivo da temporada será o segmento de commodities.

O banco projeta crescimento de 30,9% do Ebitda e de 26,5% do lucro líquido para esse grupo de empresas.

Dentro desse universo, petróleo e gás aparece como o destaque absoluto. O Itaú BBA estima alta de 28,7% da receita, 55,3% do Ebitda e 79,9% do lucro líquido na comparação anual.

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O banco relaciona esse desempenho ao patamar mais elevado do petróleo no trimestre, cujo preço médio ficou em US$ 96,68, ante US$ 78,38 no trimestre anterior.

Apesar da força de petróleo e gás, o Itaú BBA espera pressão em alguns segmentos relevantes de commodities.

Para mineração e siderurgia, o banco projeta queda de 17,2% do lucro líquido. Já para papel e celulose, a expectativa é de retração de 23,4% do Ebitda.

Nos setores domésticos, o Itaú BBA avalia que a redução da diferença anual da Selic começou a beneficiar os resultados financeiros das empresas, principalmente por meio de menores despesas financeiras.

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Para esse grupo, o banco projeta crescimento de 11,4% do Ebitda e de 19,9% do lucro líquido.

No setor financeiro, a expectativa do Itaú BBA é de avanço de 6,5% do lucro líquido.

O banco também vê desempenho resiliente em utilities, com crescimento de 7,5% do Ebitda, e em transporte e logística, segmento para o qual projeta alta de 11,3% da receita e de 8,9% do Ebitda.

Empresas que merecem atenção

Entre as empresas acompanhadas pelo Itaú BBA, algumas merecem atenção especial nesta temporada.

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Para a Gerdau, o banco projeta alta de 11% do Ebitda em relação ao trimestre anterior, apoiada por operações mais fortes no Brasil e na América do Norte.

Na Embraer, o Itaú BBA espera crescimento de 11,2% da receita e de 14% do Ebitda.

Para o BTG Pactual, a projeção é de retorno sobre patrimônio líquido de 25,3%, com crescimento de 27% da carteira de crédito corporativo.

Entre as companhias de consumo, o Itaú BBA vê um trimestre forte para a Smart Fit, impulsionado pela TotalPass.

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Já a Raia Drogasil deve apresentar receita próxima de R$ 12,7 bilhões, com desaceleração mais suave do que a esperada pelo mercado.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.

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