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Itaúsa (ITSA4) recompra 5 milhões de ações para plano de incentivo de longo prazo; veja os detalhes

11 jun 2026, 9:16 - atualizado em 11 jun 2026, 9:16
dividendos itaúsa
Itaúsa (ITSA4) recompra 5 milhões de ações para plano de incentivo de longo prazo; veja os detalhes (Imagem: Reprodução/Itaúsa)

A Itaúsa (ITSA4) informou que adquiriu 5 milhões de ações preferenciais de sua própria emissão durante o mês de maio de 2026, em continuidade ao programa de recompra aprovado pelo conselho de administração da companhia.

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Segundo comunicado divulgado ao mercado, os papéis foram comprados para utilização no âmbito do “Plano de Incentivos de Longo Prazo” da empresa a valores entre R$ 12,84 e R$ 13,04, com preço médio de R$ 12,98 por unidade.

O atual programa foi aprovado pelo colegiado da Itaúsa no último dia 11 de maio e previa justamente a aquisição de até 5 milhões de ações preferenciais.

Na ocasião, a companhia informou que estaria autorizada a realizar as recompras entre 13 de maio de 2026 e 13 de novembro de 2027.

A aposta nos próprios papéis

Programas como esse costumam ser interpretados pelo mercado como uma demonstração de confiança da administração nos fundamentos da empresa e no potencial de valorização das ações.

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Na prática, quando uma companhia decide usar recursos para comprar seus próprios papéis, a mensagem costuma ser que, nos preços atuais, ela considera que investir em si mesma é uma alocação de capital mais atrativa do que outras alternativas.

Para o acionista que decide ficar, o benefício é uma espécie de “dividendo indireto”: com menos ações em circulação, cada fatia do bolo que sobra na mão do investidor passa a representar uma porcentagem maior do lucro e dos proventos futuros.

Na outra ponta, porém, há um efeito colateral conhecido: a redução da liquidez. Isso porque com menos papéis disponíveis para negociação diária, o volume movimentado na bolsa de valores tende a diminuir, o que pode elevar a sensibilidade dos preços devido às compras e vendas mais expressivas.

O 1T26 da Itaúsa

A holding controladora do Itaú Unibanco registrou lucro líquido recorrente de R$ 4,49 bilhões no primeiro trimestre (1T26), alta de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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A companhia, que também tem investimentos em empresas como Motiva, Dexco, Aegea, Alpargatas e Copa Energia, apresentou retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio de 20,1% entre janeiro e março, ante 17,4% em igual intervalo de 2025.

Já a dívida líquida encerrou o 1T26 em R$ 1 bilhão, aumento de R$ 600 milhões em relação ao 1T25, refletindo principalmente a redução do saldo de caixa no período. Segundo a Itaúsa, esse movimento decorre, sobretudo, do aporte de capital realizado na Aegea.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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