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Javier Milei teria ligado sete vezes para desenvolvedor da criptomoeda Libra (LIBRA) antes do colapso, diz publicação

07 abr 2026, 9:00 - atualizado em 07 abr 2026, 9:00
javier milei argentina
(Imagem: REUTERS/Agustin Marcarian)

O presidente da Argentina Javier Milei teria realizado pelo menos sete ligações para um dos desenvolvedores do projeto Libra (LIBRA), a criptomoeda que evaporou e deixou centenas de investidores no prejuízo, antes do colapso do projeto, de acordo com informações do New York Times.

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Milei promoveu uma criptomoeda no ano passado que rapidamente disparou de valor e, em seguida, despencou com a mesma velocidade, causando prejuízos de milhões de dólares a investidores e desencadeando um escândalo e uma investigação.

O presidente argentino afirmou que apenas destacou uma iniciativa privada e que não tinha qualquer ligação com a moeda digital chamada Libra.

No entanto, as conversas com os desenvolvedores do projeto levantam suspeitas. O conteúdo das ligações, realizadas antes e depois da publicação de Milei no X (antigo Twitter), não é conhecido.

Os registros sugerem um elevado grau de comunicação entre Milei e os desenvolvedores que lançaram o token. Além disso, as mensagens também indicam que o presidente argentino recebeu pagamentos regulares de um dos membros da Libra enquanto ainda era deputado.

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Investigação sobre Milei no caso Libra

O colapso da criptomoeda gerou uma série de investigações sobre a administração do presidente libertário.

Ele é citado como pessoa de interesse na investigação em andamento do Ministério Público Federal sobre a criptomoeda, segundo documentos judiciais. No entanto, ele não é formalmente acusado de nenhum crime.

Em paralelo a isso e para agravar a situação, uma gravação vazada à imprensa argentina — atribuída a um funcionário do governo — alegou que a irmã de Milei e sua principal assessora, Karina Milei, teria lucrado com um esquema separado de suborno. O áudio não foi verificado, e o presidente afirmou que o funcionário mentiu.

Além disso, o chefe de gabinete de Milei, Manuel Adorni, também está sendo investigado por um promotor por acusações de gastos excessivos com viagens. Ele nega irregularidades.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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