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Juros futuros: Taxas curtas têm forte alta com inflação acima do esperado

10 abr 2026, 18:42 - atualizado em 10 abr 2026, 18:44
Juros Futuros
(Imagem: inkdrop)

A curva de juros futuros encerrou as negociações desta sexta-feira (9) com abertura nos vértices mais curtos em reação a dados de inflação mais fortes do que o esperado. As taxas nos vencimentos de médio e longo prazos mantiveram trajetória de queda iniciada nas sessões anteriores.

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A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, subiu 14 pontos-base ao longo do dia e fechou a 14,060% ante 13,920% do ajuste anterior.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em alta, a 13,380% ante 13,305% do fechamento anterior.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o dia a 13,455% ante 13,595% do fechamento da última quinta-feira (9), queda de 14 pontos-base.

Nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, registraram altas, também após dados de inflação.

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O yield do Treasury de dois anos – mais sensível a política monetária – terminou a 3,779% ante 3,783% do ajuste anterior. Já o retorno do título de dez anos – referência global para decisões de investimento – caiu a 4,317% ante 4,293% do fechamento anterior.

Inflação no Brasil e nos EUA

A sexta-feira foi marcada por dados de inflação. No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a acelerar. A inflação oficial do Brasil subiu 0,88% em março, acima do esperado pelo mercado.

No acumulado dos 12 meses, a inflação subiu 4,14% — permanecendo dentro do intervalo perseguido pelo Banco Central (BC), de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Na leitura dos especialistas, três vetores principais explicam a surpresa altista: combustíveis, alimentos e serviços.

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Com o IPCA mais forte, a curva de juros zerou a probabilidade de corte de 0,50 ponto percentual na Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) no final de abril. O mercado, por outro lado, ampliou as apostas de corte de 0,25 ponto percentual para 90%, de 75% ontem. A Selic está em 14,75% ao ano.

Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos (EUA) subiu 0,9% no mês de março, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira.

A inflação norte-americana no acumulado dos últimos 12 meses soma 3,3%. Com isso, os preços ainda estão acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).

O CPI é um dos paramêtros do mercado para calibrar as apostas de corte de juros no país, ainda que o índice inflacionário não seja a referência para o Fed.

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Na véspera, o Bureau of Economic Analysis (BEA) informou que Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE), referência inflacionária do Fed, subiu 0,4% em fevereiro, em linha com o esperado.

Já o núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, aumentou 0,4%. No comparativo anual, o índice subiu 2,8% e o núcleo, 3% .

Perto do fechamento, os traders precificavam o início do ciclo de cortes nos juros norte-americanos a partir de setembro, com a probabilidade de 57,6%, de acordo com o FedWatch, do CME Group. No início da semana, o mês de junho era o mais provável para a redução nos juros. Hoje, a taxa opera no intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano.

Antes do CPI, o mês de junho era o mais provável para a redução nos juros. Hoje, a taxa opera no intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano.

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Cessar-fogo no Oriente Médio

A expectativa para as tratativas de um acordo de paz definitivo concentraram as atenções dos investidores.

No final da tarde, o Irã afirmou que as negociações começarão se “as pré-condições forem aceitas”.

Os representantes dos EUA e do Irã devem se encontrar amanhã (11) em Islamabad, capital do Paquistão. Já as conversas entre Israel e o Líbano devem ter início na próxima semana, nos EUA.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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