Mercados

Juros futuros fecham em alta com escalada das tensões no Oriente Médio

06 abr 2026, 18:15 - atualizado em 06 abr 2026, 18:22
Juros Futuros
(Imagem: inkdrop)

A curva de juros futuros brasileira teve um dia de fortes variações, encerrando em alta nesta segunda-feira (6).

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As taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, fechou a 14,170%, na máxima intradia, ante 14,030% do ajuste anterior.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, terminou a sessão a 13,725%, também na máxima intradia, ante 13,630% do fechamento anterior.

DI para janeiro de 2036, de longo prazo, encerrou o dia a 13,820% ante 13,810% do fechamento de da última quinta-feira (2).

Nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, fecharam em queda.

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O yield do Treasury de dois anos – mais sensível a política monetária – fechou em queda, a 3,850% ante 3,852% do ajuste anterior. Já o retorno do título de dez anos – referência global para decisões de investimento – caiu a 4,337% ante 4,346% do fechamento anterior.

Impasse no Irã

Os Estados Unidos e o Irã rejeitaram a proposta de mediadores para um acordo de cessar-fogo de 45 dias. A Casa Branca afirmou que o presidente americano Donald Trump recebeu a proposta, mas “não a aprovou”.

A proposta de cessar-fogo foi apresentada por mediadores do Paquistão, Egito e Turquia, segundo o site de notícias Axios.

A emissora estatal iraniana IRNA afirmou que o Irã também rejeitou a proposta de cessar-fogo dos Estados Unidos e defendeu o fim permanente da guerra.

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Logo após a publicação da mídia iraniana, Trump intensificou as ameaças e eiterou que o Irã pode ser derrotado em apenas uma noite. “O país inteiro pode ser eliminado em uma noite, e essa noite pode ser amanhã”, disse ele no Salão Oval a jornalistas.

“A guerra poderia acabar muito rapidamente, se eles fizessem o que têm de fazer. Eles têm que fazer certas coisas. Eles sabem disso, estão negociando, acho que de boa fé”, disse o presidente norte-americano.

As expectativas de uma resolução para o conflito no Oriente Médio, porém, são sustentadas pelos esforços diplomáticos em andamento.

Combustíveis e inflação

Por aqui, o governo federal anunciou que implementará mais uma rodada de subvenção para o diesel, desta vez para o produtor nacional, em valor equivalente a R$ 0,80 por litro do combustível

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O corte de tributos do biodiesel e a criação de um plano de subvenção sobre o GLP, conhecido como gás de cozinha, fazem parte do pacote de medidas para mitigar impactos da guerra no Irã sobre os preços dos combustíveis.

O Palácio do Planalto também informou em nota que será editado um decreto para zerar o PIS/Cofins sobre combustível de aviação, e ainda foram anunciadas novas linhas de crédito para companhias aéreas e adiamento do pagamento de tarifas de navegação por essas empresas.

Além disso, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a cautela na condução da política monetária permitiu ao BC enfrentar, em condição mais favorável, o choque recente causado pela guerra no Irã.

Ele também ponderou que há preocupação pelo fato de o país ainda ter um mercado de trabalho “bastante apertado” e expectativas de inflação desancoradas.

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Também nesta segunda-feira, os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) ajustaram as projeções para a inflação brasileira, segundo o Boletim Focus divulgado nesta manhã.

As expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 aumentaram de 4,31% para 4,36%.

Já as previsões para a taxa básica de juros, a Selic, se mantiveram em 12,50% neste ano. A aposta para o câmbio, por sua vez, aponta um dólar cotado a R$ 5,40 ao fim deste ano, mesmo valor da projeção anterior.

Na B3, as opções de Copom precificavam na última quinta-feira (2) –– na atualização mais recente, 47,5% de chance de o Copom cortar a Selic em 25 pontos-base, para 14,50% ao ano. Para manutenção dos juros a 14,75% a.a., a probabilidade de 19,5%.

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Já probabilidade de redução de 50 pontos-base, para 14,25% a.a., era de 24%.

*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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