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Kepler Weber (KEPL3): CFO abre o jogo sobre o gatilho de virada do agronegócio e a não venda para a GPT

30 abr 2026, 12:31 - atualizado em 30 abr 2026, 12:31
Kepler weber kepl3 (3)
(Foto: Divulgação)

O CFO da Kepler Weber (KEPL3), Renato Arroyo, afirma que o principal gatilho de retomada do agronegócio brasileiro não é o juro atual e, sim, os preços das commodities.

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“Se eu tivesse que escolher um trigger para uma virada no jogo seria o preço de commodities. Vejo soja e milho muito ‘judiados’. Acho que essa é a grande válvula propulsora para mudança e crescimento. Depois, vêm juros e crédito. É difícil investir com juros de 15% ou 13%. Acho que é preciso ter um juro de 10% para desinibir investimentos como um todo, algo que não vamos ver neste ano”, disse ao Money Times durante o quarto dia da Agrishow, evento que acontece esta semana em Ribeirão Preto (SP).

Quanto à feira, Arroyo cita que há bastante procura, mas que as margens atuais dos produtores afasta um pouco os clientes.

“Estamos um pouco abaixo em termos de negócios na comparação com a Agrishow do ano passado. Crescemos 15% em negócios em 2025 frente a 2024 e, para este ano, esperamos algo em linha com o ano anterior.”

O CFO diz que o momento atual do setor é cíclico, influenciado justamente por preços mais baixos das commodites, juros elevados e crédito escasso.

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Sobre armazenagem, ele cita que a companhia está entregando o mesmo nível de anos anteriores, mas que tem sofrido em termos de precificação.

“Tanto o ano passado quanto este ano é um cenário de estabilização, que, por si só, é positivo e mostra a resiliência do segmento. Vemos um déficit de armazenagem de 40% e achamos que vamos continuar com esse gap. O crescimento normalmente se dá em momentos de euforia, como foi 2020-2022, que teve preços de commodities lá em cima. Agora, com o juro atual, é difícil botar a mão no bolso para crescer”.

Para 2026, a expectativa é de uma manutenção nos negócios, com um crescimento mais relevante para 2027.

A venda frustrada para a GPT

Há quase dois meses, a Grain & Protein Technologies (GPT) retirou sua oferta de combinação de negócios com a Kepler Weber depois que não foi firmado, dentro do prazo, um compromisso de voto com a gestora Trígono Capital, que detém 15,3% das ações.

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“A Kepler procurou ser muito transparente com os acionistas e com o mercado. Houve uma oferta que o Conselho de Administração aprovou, que era de R$ 11 por ação, com um ágio implícito sobre o valor da ação naquele momento. Sem considerar o mérito sobre o acordo ser bom ou ruim, um dos nossos acionistas de referência não pôde se comprometer com um voto na AGE”, explica ele.

“Saímos com a sensação de dever cumprido no processo como um todo. Houve uma oferta muito maior que o valor de mercado da companhia nesse momento e entendemos que a Kepler tem um excelente valor, talvez mais do que o oferecido, mas não nesse momento pelas condições macroeconômicas. Não sabemos o que motivou a decisão da Trígono, se é preço ou uma questão fiduciária. É uma decisão do acionista”.

As novidades da Kepler Weber na Agrishow

Durante a feira, a Kepler Weber, em conjunto com a Procer, empresa do grupo, anunciou o lançamento de um robô multifuncional capaz de nivelar grãos, quebrar crostas e auxiliar na descarga de silos.

A operação ocorre de forma remota, reduzindo a exposição de profissionais aos riscos da entrada em silos e podendo ser aplicado em todos os tipos de unidades de armazenagem.

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O equipamento, com nome oficial de Robô Grain Weevil, fabricado nos Estados Unidos e já utilizado há dois anos por fazendeiros americanos, está em testes no Brasil desde maio do ano passado e está em exposição durante a Agrishow.

A solução combina o uso do robô com a inteligência de monitoramento da Procer. O sistema já possui a capacidade de identificar a formação de irregularidades na massa de grãos armazenados e pode orientar a atuação do operador, que controla o robô de forma remota, direcionando o nivelamento dentro dos silos e armazéns.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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