Comprar ou vender?

Ação da Engie (EGIE3) está ‘salgada’, vê Bradesco BBI; hora de vender?

16 jun 2026, 12:34 - atualizado em 16 jun 2026, 12:34
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(Imagem: REUTERS/Stephane Mahe)

A Engie (EGIE3) sobe mais de 17% no ano, movimento que deixou o papel “salgado” — ou seja, caro — na avaliação do Bradesco BBI. Os analistas atualizaram suas projeções para a companhia e mantiveram recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 38 por ação.

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No relatório, a equipe reconhece a qualidade da empresa. O problema é que boa parte desses atributos já parece estar refletida nas cotações atuais.

Além disso, o cenário ainda apresenta desafios, com incertezas operacionais relacionadas aos níveis de curtailment — redução forçada da geração de energia elétrica — e à execução de novos projetos.

No início da semana, porém, a companhia marcou um golaço, na visão do BBI, ao anunciar a incorporação de uma participação de 40% na hidrelétrica de Jirau por meio de uma oferta subsequente de ações.

Mais energia para a Engie

Para os analistas, a operação reforça a qualidade dos ativos da companhia e sua capacidade de execução, atributo cada vez mais importante em um ambiente de geração de energia mais complexo e sofisticado.

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“A potencial incorporação de Jirau nos parece equilibrada sob a ótica de retorno e risco, adicionando previsibilidade via fluxo de dividendos e fortalecendo o portfólio hídrico sem aumentar a exposição à volatilidade dos preços no curto prazo”, escreveram.

Ao mesmo tempo, a estrutura da transação — incluindo a oferta subsequente de ações — preserva o equilíbrio financeiro da empresa e permite que os investidores mantenham sua participação.

Na avaliação do Bradesco BBI, o ativo de Jirau apresenta retorno real próximo de 9%, alinhado ao retorno da própria Engie. Além disso, a usina conta com um portfólio amplamente contratado até 2034, o que reduz sua sensibilidade às oscilações dos preços de energia no longo prazo.

Após a conclusão da operação e da oferta, os analistas estimam uma alavancagem medida pela relação dívida líquida/EBITDA de 3,2 vezes em 2026, 2,7 vezes em 2027 e 2,0 vezes em 2028. As projeções consideram investimentos (capex) acumulados de aproximadamente R$ 6,2 bilhões entre 2026 e 2028.

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Somado a isso, o Bradesco BBI segue construtivo em relação aos preços da energia elétrica. A equipe projeta valores de R$ 230 por MWh (líquidos de PIS/Cofins), com impacto mais relevante sobre os resultados da companhia a partir de 2027, quando sua exposição aos preços de mercado tende a aumentar.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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