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Klabin (KLBN11): Citi prevê resultados estáveis no 3T26, mas vê pressão de custos; veja o que esperar

15 out 2026, 11:39
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(Imagem: Divulgação/Klabin)

A Klabin (KLBN11) deve registrar resultados praticamente estáveis no terceiro trimestre de 2026, com o desempenho operacional sustentado pela sazonalidade favorável, mas pressionado pelo aumento dos custos. A avaliação é do Citi, que projeta Ebitda de R$ 1,9 bilhão para o período e reiterou a recomendação de compra para os papéis, com preço-alvo de R$ 23 por unit.

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Segundo o banco, os fundamentos de receita seguem favoráveis, com demanda sazonalmente mais forte por papel e embalagens, avanço nos preços do kraftliner — papel utilizado na produção de embalagens de papelão ondulado — e da celulose fluff, usada principalmente na fabricação de produtos absorventes.

A normalização dos prazos de transporte marítimo da celulose de fibra curta também deve contribuir para a recuperação dos volumes vendidos após os gargalos logísticos do segundo trimestre.

Por outro lado, a rentabilidade deve continuar pressionada pelo nível elevado de custos. O Citi estima um custo caixa consolidado de R$ 3.350 por tonelada, impactado pela parada para manutenção da unidade de Otacílio Costa, pela ausência de receitas com venda de terras e pelo aumento das despesas florestais para preparar a operação para os efeitos do El Niño.



Na divisão de papéis, a expectativa é de resultados beneficiados pela demanda externa por cartões para embalagens líquidas e pelo repasse integral dos reajustes de preços domésticos implementados entre o segundo e o terceiro trimestres.

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No kraftliner, os preços devem continuar fortes, impulsionados por restrições de oferta na América do Norte e na Europa, enquanto a manutenção em Otacílio Costa deve limitar parte do avanço dos volumes.

Já o segmento de embalagens de papelão ondulado deve apresentar crescimento sequencial dos volumes, apoiado pela demanda sazonal do agronegócio e do varejo. A divisão de sacos industriais também deve registrar expansão em relação ao trimestre anterior, com preços influenciados principalmente pelo perfil de clientes e aplicações.

Para a celulose de fibra curta, o Citi espera uma recuperação dos volumes vendidos em relação ao segundo trimestre, com a normalização dos prazos de transporte marítimo. Os preços líquidos realizados, porém, devem recuar na comparação trimestral, acompanhando o efeito cambial. Na celulose fluff, os volumes devem permanecer estáveis, enquanto os preços devem avançar.

Perspectivas para 2027

Para o quarto trimestre, o banco espera que os reajustes de preços sejam integralmente refletidos nos resultados, especialmente o aumento de US$ 100 por tonelada anunciado para o kraftliner em setembro. O benefício, contudo, deve ser parcialmente compensado pela persistência dos custos florestais elevados e pela pressão sobre o capital de giro, diante da formação de estoques relacionada às condições climáticas.

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O Citi projeta que a alavancagem da Klabin, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, permaneça praticamente estável até o fim de 2026. Um ciclo de redução do endividamento deve começar em 2027, na avaliação dos analistas.

Apesar da ausência de catalisadores relevantes no curto prazo e do impacto de um real mais forte sobre a companhia, o banco mantém uma visão positiva para o investimento. A instituição estima um retorno de fluxo de caixa livre ao acionista de 7,8% em 2027, com potencial de superar dois dígitos nos anos seguintes.

O Citi também projeta um dividend yield de aproximadamente 7% a 9% nos próximos anos, considerando a cotação atual e a expectativa de redução dos investimentos de capital (capex).

Para o banco, a resiliência das operações, a perspectiva de melhora na geração de caixa e os preços favoráveis do kraftliner sustentam a recomendação de compra para as units da companhia no médio e longo prazo.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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